Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Conselho da Petrobras vai avaliar resultados auditados no dia 22

Em fato relevante, estatal diz que conselheiros se reunirão para apreciar demonstrações contábeis do 3º trimestre e do ano de 2014

A Petrobras informou nesta segunda-feira que seu Conselho de Administração vai se reunir no dia 22 de abril para apreciar as demonstrações contábeis auditadas do 3º trimestre e do ano de 2014. Ambas estão com publicação atrasada devido aos desdobramentos da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção na estatal. “A companhia espera divulgar essas demonstrações contábeis ao mercado após a decisão do Conselho de Administração”, disse em fato relevante.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Petrobras deve separar as perdas decorrentes do processo reavaliação dos preços de seus ativos do que está sendo chamado na petroleira de “custo da corrupção”. A ideia é explicitar nas demonstrações financeiras o que a companhia entendeu serem atos de corrupção, com base em registros encontrados nos processos da Lava Jato.

A Petrobras disse, anteriormente, que tem pelo menos até o final de maio para divulgar o balanço anual auditato, para evitar que os credores peçam o pagamento antecipado das dívidas. De acordo com as regras do órgão regulador de mercados dos Estados Unidos (SEC), o resultado deve ser divulgado até o final de abril. Mas após essa data, disse a Petrobras, a empresa ainda tem de 30 a 60 dias, dependendo de contratos de dívidas, para cumprir essa obrigação.

Leia mais:

Petrobras estuda vender participação na Braskem e ações sobem

Petrobras vai retomar operação em unidades de Pasadena

Atraso – Um dos fatores que atrasou a publicação foi a própria metodologia para calcular as perdas. O auditor independente PriceWaterhouseCoopers(PwC) negou-se assinar no ano passado o balanço do terceiro trimestre, que foi divulgado no dia 28 janeiro sem o aval externo. A estimativa inicial de perdas, de 88,6 bilhões de reais, foi projetada na gestão Graça Foster, contrariou a presidente Dilma Rousseff (PT) e foi o estopim para a saída de Graça da direção da empresa.

Para tentar reverter a crise, a Petrobras tem adotado em diversas ações, como a criação de uma diretoria de governança, risco e conformidade, chefiada por João Adalberto Elek Junior. A própria nomeação de Bendine, pela presidente Dilma, teve o objetivo de renovar a imagem da companhia. Em reunião do Conselho, em março, Bendine chegou a sugerir, sem detalhar, a contratação de uma consultoria para desenhar uma “Nova Petrobras”. A empresa também aposta em um plano de desivestimentos (venda de ativos) de 13,7 bilhões de reais, para o biênio de 2015 e 2016, para reforçar seu caixa.

(Com agência Reuters)