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Conselho da ALL aprova proposta para fusão com Rumo

Acordo encerra disputa judicial envolvendo contratos de transporte de açúcar. Rumo terá 36,5% da companhia resultante da união com a ALL

Por Da Redação - 15 abr 2014, 21h16

O Conselho de Administração da ALL aprovou nesta terça-feira a proposta para incorporação da empresa pela Rumo, subsidiária de energia e logística da Cosan. A proposta envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais. Com a incorporação, também acabam as disputas judiciais entre ambas as companhias em torno de contratos de transporte de commodities.

Pelos termos da proposta, anunciada no final de fevereiro, a Rumo vai incorporar a totalidade das ações de emissão da ALL, ficando com 36,5% da companhia resultante da união, enquanto os demais 63,5% do capital caberiam aos sócios da ALL. A oferta considera um valor de referência para a ALL de 6,959 bilhões de reais.

O prazo final para a aceitação da proposta pelos acionistas da ALL era 5 de abril, mas no início do mês a Cosan estendeu o prazo para esta terça-feira.

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A fusão tem sido fortemente questionada por representantes de setores do agronegócio brasileiro. No início de março, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa o principal setor exportador de commodities agrícolas do país, afirmou que o negócio representa “concentração de poder” de mercado da empresa resultante da fusão .

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A ALL é a maior operadora ferroviária do Brasil. No setor sucroalcooleiro, a Cosan atua em uma joint venture com a Shell, a Raízen, a maior produtora individual de açúcar e etanol de cana do mundo.

A união das empresas também está sendo analisada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que abriu inquérito administrativo para apurar “práticas comerciais abusivas” das empresas Rumo e Cosan em contratos de transporte com a ALL.

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Os principais acionistas da ALL incluem BNDESPar, com 12,1% das ações, o fundo de investimento BRZ, com 4,79% e os fundos de pensão Previ e Funcef, com 3,95% e 3,88%. Participam ainda da empresa Global Markets Investments, com 4,94% e Julia Dora Antonia Koranyi Arduini, com 5,61% das ações ordinárias da companhia.

A proposta será levada para aprovação pelos acionistas da ALL em assembleia extraordinária que deve ser marcada nos próximos dias, informou a companhia. O negócio também depende de aprovação pelo Cade e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

(com agência Reuters)

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