Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Congresso discute alternativa ao auxílio emergencial

Projeto do senador Tasso Jereissati cria benefício para atender os mais vulneráveis e mais afetados pela pandemia

Por Victor Irajá Atualizado em 4 mar 2021, 16h50 - Publicado em 17 dez 2020, 13h21

Se a equipe e ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro e o relator do Orçamento no Senado, Márcio Bittar (MDB-AC) batem cabeça na consolidação de um projeto conciso de renda básica, o Congresso Nacional não se manteve inerte. Na ausência de consenso governista, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) entregou-se a elaborar um programa de transferência de renda. Batizado de Lei de Responsabilidade Social, o projeto consiste na consolidação do Benefício de Renda Mínima (BRM), de até 125 reais por pessoa pagos mensalmente. O projeto, pensado como um sucessor do Bolsa Família e um aplainador para o auxílio emergencial, pode atender 13,2 milhões de famílias com valor médio de 230 reais.

O objetivo do projeto, segundo Jereissati, é reduzir, nos três anos subsequentes à entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Social, a taxa geral de pobreza para 12%, 11% e 10% e a taxa de pobreza extrema para 4%, 3% e 2%, respectivamente. Nos anos seguintes, caberá ao Poder Executivo estabelecer metas inferiores e decrescentes para a taxa geral de pobreza e para a pobreza extrema. Considera-se pobre a família com renda mensal per capita de até 250 reais e extremamente pobre aquela com renda mensal per capita de 120 reais.

Que a consolidação de um projeto de renda básica é fundamental na ressaca da pandemia é praticamente consenso. O desafio, como mostram as incertezas e desavenças no Planalto e na Esplanada dos Ministérios, é como pagar por ele. E o projeto do senador dá uma explicação para isso. Seriam utilizados recursos destinados ao próprio Bolsa Família, considerando que os benefícios propostos o substituirão. O valor estimado para 2021 soma 34,8 bilhões de reais. Além desses recursos, o projeto também prevê o uso de recursos de emendas parlamentares individuais e de bancada. O valor estimado soma 4,5 bilhões de reais por ano.

Outra fonte de recursos seria do Programa Abono Salarial, parcialmente, como resultado da mudança nas regras de acesso a esse benefício, com a estimativa de aportes de até 4 bilhões de reais por ano, além da redução em 15% dos gastos tributários do Governo Federal, “enquanto as metas de redução de pobreza não tiverem sido atingidas”, sob o valor estimado de 45 bilhões de reais. “É fundamental que trabalhemos para conseguir arcar com um programa tão importante respeitando a responsabilidade fiscal, dentro do teto de gastos”, afirma o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), relator do texto.

Segundo ele, em entrevista a VEJA, as tratativas com o governo devem começar no ano que vem. O senador afirma que a principal preocupação do projeto envolve sistematizar uma política pública federal preocupada com a questão social, mas sem abrir mão da saúde das contas públicas. “O momento favorece um projeto como este. Existe uma necessidade latente de um projeto como este. O repto é grande para que tenhamos uma solução para a questão social, sucedâneos ao auxílio emergencial”, afirma Anastasia. “É uma lei de alta complexidade”, admite ele, que afirma que o projeto deve ser aperfeiçoado no Congresso Nacional. “Estamos tentando avançar nas nossas estimativas de recursos. O projeto é viável do ponto de vista orçamentário, coerente com as necessidades do país e respeita os ditames das necessidades do momento”, diz Sylvio Coelho, assessor técnico do senador Tasso Jereissati. Que floresçam boas ideias em 2021.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Digital Completo

Acesso digital ilimitado aos conteúdos dos sites e apps da Veja e de todas publicações Abril: Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Placar, Superinteressante,
Quatro Rodas, Você SA e Você RH.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês