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Congresso americano prorroga redução tributária sobre folha de pagamento

Vencidas as resistências dos deputados republicanos, Senado e Câmara aprovam extensão do imposto reduzido, de 4,2%, aos trabalhadores do país

O Congresso norte-americano fechou um acordo nesta sexta-feira para prorrogar até o final do ano a vigência de medidas que reduzem os impostos sobre a folha de pagamentos, informa o portal do jornal The Wall Street Journal. Com a decisão, o tributo pago pelos trabalhadores dos Estados Unidos à Previdência Social continuará em 4,2% – não havendo, portanto, dado o fim da vigência do pacote, o retorno aos 6,2% que eram recolhidos anteriormente. O pacto implica ainda a manutenção de benefícios concedidos aos desempregados e evita um corte profundo nos honorários médicos pagos pelo programa Medicare.

O acordo – que impede, na prática, um significativo aumento da carga tributária recolhida pelos trabalhadores, que afetaria milhões de americanos – passou pelo Senado, de maioria democrata, com 60 votos a favor e 36 contra. A decisão veio logo após a vitória, também expressiva, na Câmara dos Representantes: 293 votos favoráveis e 132 contrários.

A conquista é fruto de duras negociações nos últimos dias entre lideranças dos partidos Republicano e Democrata em ambas das casas. Para assegurar o pacto foi definitiva a concessão feita pelos deputados republicanos, que se opunham ao projeto. Eles acabaram por concordar em estender a isenção fiscal sobre a folha mesmo sem ter uma fonte alternativa de recursos que compensasse a perda de receita causada pela medida.

Medicare – O acordo evitará também um corte de 27% nos pagamentos aos médicos que atendem pelo Medicare, assim como prorrogará até o fim de 2012 as atuais taxas dos honorários. De acordo com o Congresso, os custos serão compensados, em parte, pelo aporte de 5 bilhões de dólares provenientes de um programa de prevenção e saúde pública, o qual está contemplado num projeto do presidente Barack Obama de reforma do sistema de saúde.

Desempregados – Os benefícios do setor público aos desempregados serão estendidos até o fim do ano, mas sua duração diminuirá gradativamente das atuais 99 semanas para, no máximo, 73 semanas. Estes recursos serão custeados por novos empregados do governo federal, que terão de contribuir mais para os fundos de pensão.