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Confiança do consumidor recua em abril, diz FGV

Otimismo sobre economia piora; brasileiros estão mais preocupados com o cenário atual e com as perspectivas para os próximos meses

A confiança do consumidor brasileiro recuou em abril diante da piora do otimismo em relação à economia e ao mercado de trabalho, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

Com queda de 2,6 pontos, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) atingiu 89,4 pontos em abril, depois de subir 4,6 pontos no mês anterior. “Os consumidores se sentem menos otimistas em relação à situação econômica nos próximos meses, influenciados em parte, pela redução das suas expectativas sobre o mercado de trabalho”, explicou em nota a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt.

O resultado, segundo a FGV, teve como principal contribuição a queda de 7,3 pontos do indicador que mede o otimismo com relação à economia nos próximos meses, que passou para 110,7 pontos, o menor patamar desde agosto de 2017.

Em abril, tanto as avaliações sobre o cenário atual quanto as expectativas para os próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,3 pontos, para 76,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,5 pontos, atingindo 99 pontos.

O Brasil vem mostrando dificuldade em engatar um ritmo consistente de recuperação no início deste ano, mesmo em um ambiente de inflação e juros baixos, o que afeta os consumidores em meio ao desemprego ainda elevado.

No trimestre até fevereiro, a taxa de desemprego avançou a 12,6% e o número de empregados com carteira de trabalho assinada atingiu o menor nível desde 2012, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).