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Confiança do comércio e de serviços atinge mínima histórica

Dados da FGV mostram que índice de confiança do comércio recuou 4,1% neste mês, enquanto a confiança do setor de serviços caiu 8,4%

O Índice de Confiança do Comércio caiu 4,1% em setembro na comparação com agosto, divulgou nesta quarta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice atingiu 82,6 pontos no período. Trata-se do quinto recuo seguido e do menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2010.

Em setembro, o resultado foi determinado pela piora da percepção dos empresários em relação ao momento atual. O Índice da Situação Atual (ISA-COM) caiu 10,8% neste mês, para 50,4 pontos. Já o Índice de Expectativas recuou 0,9% em setembro, para 114,7 pontos, influenciado pelo menor otimismo dos empresários em relação à evolução da situação dos negócios nos seis meses seguintes.

“O setor reclama de fraqueza da demanda, escassez de crédito, custos financeiros elevados e da confiança extremamente baixa do consumidor”, avalia o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo, em nota oficial.

Segundo ele, a continuidade da queda da confiança do comércio sinaliza que, no terceiro trimestre de 2015, o PIB do setor deve recuar em relação ao período imediatamente anterior pela quarta vez consecutiva, algo que não ocorria desde 2002-2003. “E a julgar pelo pessimismo captado pela sondagem, não há, no momento, sinais de mudança de tendência para o último trimestre do ano.”

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Serviços – Também ficou menor neste mês o Índice de Confiança de Serviços ,que recuou 8,4% na passagem de agosto para setembro. Com o resultado, o ICS saiu de 74,7 pontos para 68,4 pontos no período, renovando pela sétima vez a mínima histórica da série, iniciada em junho de 2008.

“Ao fim do terceiro trimestre os indicadores confirmam o aprofundamento do pessimismo nas empresas de serviços. As avaliações negativas, tanto em relação às condições correntes quanto ao cenário para os próximos meses, atingem de modo cada vez mais disseminado as várias atividades”, diz o economista Silvio Sales, consultor da FGV, em nota.

(Com Estadão Conteúdo)