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Confiança da indústria sobe em outubro, mas nível é o 2º menor da história

Após atingir o menor patamar da série em setembro, indicador medido pela Fundação Getúlio Vargas registra uma alta de 2,3% neste mês

Por Da Redação 28 out 2015, 08h55

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 2,3% em outubro ante setembro, passando de 66,0 para 67,5 pontos, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da melhora, o indicador está no segundo menor nível da série histórica, iniciada em abril de 1995.

O piso histórico da confiança havia sido alcançado no mês passado (66 pontos). O aumento na margem foi verificado em dez dos 14 principais segmentos acompanhados pela pesquisa. Na comparação com outubro de 2014, houve retração de 18,1% na confiança dos industriais.

A alta do ICI na margem se deve exclusivamente à melhora das avaliações dos empresários sobre o futuro. O Índice de Expectativas (IE) avançou 8,9% para, 69,7 pontos, depois de atingir a mínima histórica de 64,0 pontos em setembro. Contribuiu para este resultado o quesito que mede o ímpeto de contratações pelas empresas industriais nos três meses seguintes. A proporção de empresas estimando aumento do pessoal ocupado cresceu de 6,1% para 7,8%, enquanto a parcela das que preveem queda passou de 34,5% para 24,9%.

Já o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 4,0%, para 65,2 pontos, renovando a mínima da série da FGV. O item que mais pesou negativamente foi o que mede o nível de estoques. Segundo a FGV, a proporção das empresas com estoques excessivos aumentou de 22,0% para 24,5%, o maior nível desde julho de 2003, quando estava em 25,7%. Já a parcela das companhias que avaliam ter estoques insuficientes caiu de 1,3% para 0,3% do total.

O superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr., pondera que a alta do IE em outubro é um dado favorável, mas que deve ser interpretado como um sinal de que, no quarto trimestre, há uma suavização dos números negativos de 2015 sobre a produção e o emprego na indústria. “Em relação aos seis meses seguintes, as expectativas continuam piorando, indicando que o setor continua pessimista em relação à perspectiva de uma melhora contínua do ambiente dos negócios” afirma, em nota.

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(Com Estadão Conteúdo)

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