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Compromisso com euro faz Bovespa ter alta de 4,72%

O índice referência da bolsa brasileira chegou a mostrar valorização superior a 5% nesta sexta-feira ante o otimismo vindo da Europa

Por Da Redação 27 jul 2012, 17h38

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) disparou nesta sexta-feira e fechou com valorização de 4,72%, aos 56.553 pontos – maior pontuação desde 20 de junho (57.166,55 pontos). No meio da tarde, a valorização das ações do Ibovespa chegou a ultrapassar 5%. As razões para tamanho otimismo dos investidores vieram da Europa, como, por exemplo, os rumores de que o Banco Central Europeu (BCE) prepara a retomada das compras de títulos da dívida da Espanha e da Itália.

Com a alta do dia, o ganho acumulado na semana é de 4,35%. No mês, a valorização perfaz 4,05%. No ano, porém, o índice apura queda discreta de 0,35%. Na mínima, o índice atingiu 54.024 pontos (+0,04) e, na máxima, 57.046 pontos (+5,64%). O giro financeiro somou 9,09 bilhões de reais – maior volume desde 15 de junho (9,68 bilhões de reais).

Boas notícias – Nesta quinta-feira, o presidente do órgão, Mario Draghi, havia sido enfático ao afirmar que fará de tudo para salvar o euro. Pesou também sobre o comportamento das ações o fato de o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, terem firmado nesta sexta-feira um compromisso semelhante, garantindo não que medirão esforços para impedir o esfacelamento da união monetária europeia.

Adicionalmente, o relatório sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA também foi bem recebido pelos analistas. Segundo o Departamento do Comércio, o PIB norte-americano cresceu à taxa de 1,5% no segundo trimestre, acima da previsão dos economistas, que era de 1,3%. Além disso, o resultado do PIB no primeiro trimestre foi revisado para cima, para um ganho de 2%.

Na Espanha, a vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaría negou que Madri tivesse discutido com a Alemanha a possibilidade de um pacote de resgate total para o país, no valor de 300 bilhões de euros, como havia sido divulgado pela agência de notícias Reuters. O assunto teria sido mencionado na última terça-feira, durante reunião do ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, com o colega alemão Wolfgang Schäuble, em Berlim, mas a notícia foi desmentida com firmeza pelo governo espanhol. A União Europeia aprovou recentemente um programa de ajuda de até 100 bilhões de euros para o setor bancário da Espanha.

Bolsas – A performance da bolsa brasileira também foi auxiliada, em parte, pelo bom desempenho de suas pares no exterior. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em alta de 1,46%, aos 13.075,66 pontos, também em decorrência do compromisso com a eurozona demonstrado por França e Alemanha e dos índices favoráveis da própria economia americana. Segundo dados provisórios, o seletivo S&P 500 ganhou 1,91% e o índice composto da bolsa eletrônica Nasdaq avançou 2,24%.

Na Europa, o índice Stoxx Europe 600 subiu 1,3%, para 259,81 pontos, encerrando a semana com um ganho de 0,6%.

O índice de Madri, o Ibex-35, teve nesta sexta o melhor desempenho pelo segundo pregão consecutivo, avançando 3,91% para fechar na máxima do dia, aos 6.617,60 pontos. Na semana, a bolsa espanhola assegurou um ganho de 5,94%.

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Em seguida veio o índice FTSE Mib, de Milão, que subiu 2,93% para 13.596,88 pontos, garantindo uma apreciação de 4,07% na semana. Os bancos, que acumularam fortes perdas nas últimas semanas, foram o destaque do dia, com Unicredit e Mediobanca avançando 4,6% e 5,3%, respectivamente. Pirelli, cujos resultados do primeiro semestre agradaram aos investidores, fechou em alta de 5%.

Em Paris, o índice CAC-40 também encerrou no maior nível da sessão, após saltar 2,28%, para 3.280,19 pontos. Na semana, a valorização foi de 2,7%. Os destaques foram empresas que apresentaram resultados, como Michelin (+7,7%), PPR (+6,6%), Renault (+6,4%) e EADS (+5,7%). Saint-Gobain, por outro lado, despencou quase 11% após fazer um alerta de lucro.

O índice Dax, de Frankfurt, terminou o dia aos 6.689,40 pontos, com ganho de 1,62%. O avanço na semana foi modesto, de 0,9%. Nesta sessão, destacaram-se ThyssenKrupp, que subiu 4,5%, e MAN, que ganhou 3,1%, após recuar 5,7% no pregão anterior.

A Bolsa de Londres mais uma vez teve um ganho relativamente menor, de 0,97%, com o índice FTSE 100 terminando aos 5.627,21 pontos. Na semana, a bolsa inglesa perdeu 0,43%. Os papéis do Barclays, apesar de ser alvo de uma nova investigação – envolvendo uma operação de 2008 para levantamento de fundos no Oriente Médio -, deram um salto de 8,7% na sessão desta sexta, após apresentar desempenho financeiro melhor que o esperado no primeiro semestre. Na direção oposta, a Anglo American pressionou o índice para baixo, com uma perda de 3,6%.

Bovespa – Na bolsa paulista, segundo um operador experiente, várias ordens de “stop loss” – ordens de venda de determinados papéis, disparados após determinado valor, em que se acredita haver potencial de queda – ocorreram quando a bolsa começou a renovar as máximas. “Houve uma corrida, com muitas corretoras entrando para comprar”, disse, ressaltando que, embora a Bolsa tenha fechado em alta, as compras estavam centralizadas. “O mercado está muito concentrado. Tem cerca de dez players atuando fortemente na compra e muita gente vendendo”, disse a fonte.

Das 68 empresas que compõem o Ibovespa, apenas duas, Natura e Redecard, finalizaram em baixa. Entre as blue chips, Petrobras e Vale seguiram seus pares no exterior. O papel ON da petroleira avançou 5,32% e o PN 4,72%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em setembro terminou com ganho de 0,83% a 90,13 dólares o barril. Já Vale ON avançou 4,05% e a PNA, 3,98%.

O destaque de alta do índice foi OGX ON (+12,74%), seguida de Usiminas PNA (+11,06%), Usiminas ON (+10,36%) e Gafisa ON (+10,30%).

(com Agência Estado e EFE)

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