Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Companhias que mais cresceram foram as que mais contrataram mais em 2011, aponta IBGE

De acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira, seis de cada dez novos assalariados no período foram absorvidos por essas empresas

Por Da Redação
23 ago 2013, 13h48

O aumento de trabalhadores assalariados no Brasil no período de 2008 a 2011 esteve diretamente ligado às empresas denominadas como de “alto crescimento”. Essa classificação é aplicada àquelas que apresentam crescimento do pessoal ocupado igual ou maior que 20% ao ano, por um período mínimo de três anos. Seis de cada dez novos assalariados no período foram absorvidos por essas empresas, mostra pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo “Demografia das Empresas 2011” mostrou que, em relação ao conjunto de empresas ativas no país, as de alto crescimento representavam, em 2011, 0,8% do total. Elas ocupavam 13% de todo o pessoal ocupado, 15,4% dos assalariados e pagavam 14,4% de todos os salários do País. Os três setores que responderam pelas maiores participações relativas de assalariados foram construção (30,4%), atividades administrativas (23,4%) e informação e comunicação (19,8%).

Leia também:

Brasil cria 41.463 vagas em julho – pior resultado para o mês em 10 anos

Taxa de desemprego fica em 5,6% em julho, aponta IBGE

Continua após a publicidade

O levantamento foi feito a partir de dados coletados pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) e teve como objetivo analisar a dinâmica empresarial por meio de indicadores de entrada, saída e sobrevivência das empresas no mercado. A classificação das empresas de alto crescimento foi feita com base em critérios internacionais da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em 2011, havia 34.528 empresas de alto crescimento, que ocupavam 5 milhões de assalariados e pagavam 95,4 bilhões de reais em salários. O salário médio mensal verificado foi de 1.638,71 reais. Em torno de 35% (12.915) dessas grandes empregadoras eram empresas jovens, com no máximo oito anos de operação, denominadas na pesquisa de “gazelas”. Em 2011 verificou-se um total de gazelas em relação ao conjunto de empresas do país abaixo do verificado em anos anteriores.

O IBGE ressaltou que foram consideradas informações das empresas que entraram no critério de alto crescimento a cada ano, o que significa que não foi necessariamente o mesmo conjunto de empresas no período pesquisado de 2008 a 2011.

Empresas – De acordo com dados divulgados nesta sexta pelo IBGE, em 2011, o Cempre manteve o contingente empresarial na casa de 4,5 milhões de empresas ativas, o mesmo de 2010. A idade média dessas empresas teve um ligeiro aumento, passando de 9,7 anos para 9,8 anos, mas a taxa de saídas do mercado apresentou elevação.

Continua após a publicidade

Leia ainda:

IBGE: diploma de nível superior eleva salário em 219,4%

As saídas totalizaram 19,0% (864 mil empresas). Em 2009, representaram 17,7% e, em 2010, 16,3%. Do total de empresas ativas em 2011, 80,8% (o equivalente a 3,7 milhões) eram sobreviventes, como são qualificadas pelo instituto as companhias que permanecem no mercado, e 19,2% eram entradas (871,8 mil), correspondendo a 14,6% de nascimentos (660,9 mil) e 4,6% de reentradas (210,9 mil).

De 2010 para 2011, quase todas as seções de atividade, com exceção de agricultura; informação e comunicação; atividades imobiliárias e saúde humana, apresentaram queda nas taxas de entrada de companhias no mercado. No período 2008-2011, os maiores ganhos nas taxas de entrada foram observados em construção (2,4 pontos percentuais) e atividades imobiliárias e outras atividades de serviços (1,7 ponto porcentual). Já as maiores perdas nas taxas de entrada foram verificadas nas seções de eletricidade e gás e artes, cultura, esporte e recreação (-0,5 ponto porcentual).

Continua após a publicidade

(com Estadão Conteúdo)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.