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Como o petróleo e a alta do dólar foram os grandes vilões da inflação

O encarecimento de 47,49% na gasolina e 62,23% no etanol pressionou o bolso de empresas e consumidores e desencadeou greves pelo país

Por Luisa Purchio Atualizado em 11 jan 2022, 12h17 - Publicado em 11 jan 2022, 11h32

Nesta terça-feira, 11, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas mostraram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 10,06% em 2021, o maior desde 2015. O principal vilão da inflação no ano passado foi o combustível, que teve alta de 47,49% na gasolina e 62,23% no etanol, o que levou o grupo de Transportes a liderar as subidas e fechar o ano em variação positiva de 21,03%, e o maior peso no indicador.

Diversos motivos pressionaram os combustíveis em todo o mundo ao longo do ano, entre eles a repentina volta da demanda pelo petróleo, acompanhando a retomada das atividades econômicas no pós-pandemia. Durante um ano, o preço do petróleo Brent (ICE) subiu 52,4%, saindo de 51,80 dólares o barril no início de 2021 para 78,98 no início deste ano. No Brasil, porém, os efeitos foram mais agudos principalmente porque o aumento de 52,4% no petróleo global se somou à alta cotação do dólar, que terminou o ano de 2021 a 5,57 reais, alta de 7,3% em relação ao final do ano anterior. O abandono das reformas e a elevação do risco fiscal do país pressionaram a moeda americana, além de outras tensões políticas como a demissão do presidente da Petrobras e as manifestações do dia 7 de setembro.

Como resultado, abastecer o carro se tornou um luxo e famílias passaram a desembolsar mais de 200 reais para encher o tanque do veículo com etanol, algo impensável alguns anos atrás. Para as empresas de transporte, a situação se tornou ainda mais crítica com o encarecimento do diesel, levando caminhoneiros a terem prejuízos em suas frotas e inflamando greves da categoria pelo país.

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