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Como as famílias milionárias usam a inteligência artificial nos seus investimentos

Apenas 13% dos family offices confiam nas ferramentas de IA para selecionar ativos ou otimizar sua carteira de investimentos

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 Maio 2026, 18h23
Como as famílias milionárias usam a inteligência artificial nos seus investimentos Priorize VEJA no Google

As famílias mais abonadas do mundo já começam a incorporar ferramentas de inteligência artificial (IA) na gestão de seu patrimônio, mas com algumas ressalvas importantes. A conclusão é de um levantamento recente da área de wealth management do Citi, um dos maiores bancos do mundo. Os family offices, estrutura bastante utilizada por milionários e bilionários para administrar seus investimentos, têm utilizado a IA em atividades operacionais e ainda evitam aplicá-la na seleção de ativos para suas carteiras.

Segundo o Global Family Office Report divulgado pelo banco há algumas semanas, 22% dos family offices já aplicam a IA na automação de algumas tarefas operacionais. Outros 23% estão desenvolvendo soluções nesse sentido, mas a grande maioria – 55% – ainda não moveu uma palha.

Aplicações na análise de investimentos e projeções são utilizadas também por 22% das famílias entrevistadas. A julgar pelos outros números desse tópico, este ainda é um tema que inspira cautela. Apenas 20% das consultadas estudam usar a IA em análises, e outros 58% não possuem projetos nem planos neste sentido.

O conservadorismo é ainda maior, quando se trata de montar ou otimizar de fato o portfólio de investimentos. De acordo com o Citi, somente 13% dos entrevistados aplicam a IA nessas tarefas, e outros 17% pretendem adotar algo nessa linha. Com isso, 70% dos family offices ouvidos pela instituição não desejam que a IA palpite sobre onde devem alocar seus recursos – pelo menos, por ora.

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Apesar do baixo percentual de endinheirados que já possuem uma IA para assessorá-los nos investimentos, o Citi nota que a adoção acelerou em relação a 2024, quando apenas 13% da amostra contavam com ferramentas para tarefas operacionais ou análises de investimentos. A instituição também destaca uma diferença crucial em relação aos investidores institucionais. Enquanto os family offices recorrem à IA para ganhar eficiência operacional em tarefas secundárias, os investidores institucionais, como gestores, seguradoras e fundos de investimento, utilizam a inteligência artificial na busca de ativos que gerem retornos acima de seus benchmarks – o chamado coeficiente alfa.

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