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Como a proibição do aborto prejudica a economia americana

Equipe de Biden espera piora na participação das mulheres no mercado de trabalho, assim como na capacitação e profissionalização feminina

Por Renan Monteiro 24 jun 2022, 19h09

O fim do direito constitucional ao aborto nos EUA, depois de quase meio século, foi anunciado nesta sexta, 24, com protestos da população e uma forte mobilização política no Congresso americano. Para além do impacto direto no âmbito da saúde pública no país, efeitos econômicos negativos também são esperados, no longo prazo. O Instituto Guttmacher aponta para um número de aproximadamente 40 milhões (ou 58%) das mulheres em idade fértil, que potencialmente perderão o direito ao aborto, após a reversão na Suprema Corte.

A participação das mulheres no mercado de trabalho, bem como a capacitação e profissionalização, serão diretamente impactadas, na avaliação de alguns dos principais nomes da gestão econômica do presidente Joe Biden. Na semana passada, Cecilia Rouse, que preside o Conselho de Assessores Econômicos, havia mencionado diversos argumentos contrários à reversão do direito reprodutivo das mulheres. “O acesso ao aborto, contracepção e outros meios de controle da fertilidade permitiram que mais mulheres trabalhassem, aumentaram sua capacidade de frequentar a faculdade, reduziram os nascimentos fora do casamento e, em geral, aumentaram seu capital humano”, menciona.

Uma versão preliminar da decisão de hoje vazou em maio, provocando um alvoroço político. Em meados do mês passado, a Secretária do Tesouro, Janet Yellen, número 1 da gestão econômica de Biden, também argumentou sobre o impacto de longo prazo no controle reprodutivo de mulheres. “Roe v. Wade (decisão da corte sobre o tema em 1973) e o acesso a cuidados de saúde reprodutiva, incluindo aborto, ajudaram a aumentar a participação da força de trabalho. Isso permitiu que muitas mulheres terminassem a escola. Aumentou seu potencial de ganhos. Permitiu que as mulheres planejassem e equilibrassem suas famílias e carreiras”, avaliou.

A estimativa é que mais de dez estados no país poderão proibir mulheres de realizarem o procedimento. O governador Ron DeSantis, da Flórida, por exemplo, elogiou a decisão da Suprema Corte e disse que já iria começar a “trabalhar para expandir as proteções pró-vida”. Idaho, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Kentucky, Louisiana e Texas são outros estados na linha de frente da proibição do aborto.

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