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Comissão da UE pede que Europa tenha ação decisiva sobre Grécia

Por Da Redação 12 out 2011, 15h40

Por John O’Donnell e Jan Strupczewski

BRUXELAS (Reuters) – A Europa precisa de uma ação decisiva em relação à Grécia, disse o comissário da União Europeia nesta quarta-feira, esboçando um grande plano para conter a crise que ameaça o euro.

O alerta, feito pelo presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, tem como objetivo estimular a França e a Alemanha, os países mais fortes do bloco econômico, a agirem na reunião marcada para 23 de outubro sob pressão internacional, para que sejam limitados os danos da crise de dívida sobre a economia mundial.

“Dúvidas e incertezas sobre o futuro da Grécia arriscam a estabilidade pela zona do euro e além”, afirmou Barroso.

“Chegou a hora de retirar essas dúvidas.”

O líder da Comissão Europeia definiu uma proposta com cinco itens para enfrentar a crise econômica, que incluem mais poderes para a Comissão interferir na definição do orçamento nacional.

Embora Barroso não tenha poder para introduzir sozinho essas medidas, a sua visão é influente e mantém a pressão sobre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que prometerem um acordo para estabilizar a zona do euro para este mês.

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Uma parte fundamental deste plano deve ser o fortalecimento dos bancos contra perdas por empréstimos gregos. Autoridades disseram na que os países pedirão que os bancos aceitem perdas de até 50 por cento –bem mais que os 21 por cento propostos em julho.

Entretanto, os bancos europeus precisam de proteção, na forma de capital extra, se o movimento ocorrer.

O ponto central da proposta de Barroso, que precisa do apoio dos estados-mebros da União Europeia, é a rápida introdução do Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM, na sigla em inglês) para substituir o sistema de resgate temporário EFSF em meados de 2012 –uma idéia originalmente apresentada pela Alemanha.

Os 500 milhões de euros (690 milhões de dólares) do fundo permanente teriam uma base sólida de capital totalmente pago e poder para intervir nos mercados para ajudar os Estados com problemas.

Isso ajudaria também a introduzir a primeira estrutura para ajudar países que não conseguem pagar suas dívidas, um passo que preocupa alguns investidores pela possibilidade de anúncios de perdas ainda maiores.

“Para terminar com a ameaça… nós precisamos fortalecer nossa proteção. Nós temos que ter instrumentos com maior credibilidade”, disse o presidente da União Europeia. “Nós temos que acelerar a introdução do ESM.”

Barroso também pressionou para que haja suporte para o fortalecimento do atual Mecanismo de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF), um meio de se tomar dinheiro emprestado para países em dificuldades, como a Irlanda.

“O EFSF deve ser mais que uma proteção, ele deve ter um poder de fogo real. Precisamos maximizar a sua capacidade.”

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