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Combustíveis podem subir 5% até o final do ano, diz jornal

A estabilidade na taxa de câmbio e na inflação criaram espaço para aplicar a correção nos preços, diz reportagem

Por Da Redação 27 set 2013, 16h28

O governo deve aprovar um reajuste no preço da gasolina e do diesel de 5% até o final deste ano, segundo reportagem do jornal Valor Econômico, citando fontes ligadas ao Palácio do Planalto. De acordo com a reportagem, há um espaço no mês de outubro para aplicar essa correção devido à estabilidade recente da taxa de câmbio, no patamar de 2,20 reais e a “certa folga” no avanço inflacionário.

Desde de janeiro, o aumento do preço da gasolina chegou a 2,5%, embora o reajuste de preço na refinaria tenha sido maior, de 6,6%. Com isso, haveria uma margem de correção de taxas já contabilizada nas projeções inflacionárias, mas não colocada em prática, segundo o governo.

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O reajuste no preço da gasolina na refinaria teria um impacto direto de cerca de 0,1 ponto porcentual na variação do IPCA, inflação que seria redirecionada para as taxas dos aluguéis, tarifas administrativas, salário mínimo, benefícios previdenciários, entre outros. Por outro lado, resolveria parte do problema da Petrobras e o governo poderia corrigir os preços monitorados.

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Em entrevista ao jornal, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que ainda não está previsto um reajuste nos preços a curto prazo. Já o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, afirma que se o aumento for aprovado, a defasagem com relação ao valor dos combustíveis no mercado internacional será reduzida. Ele avalia que a defasagem hoje é de 11% para a gasolina e 23% para o diesel.

Durante a gestão de Graça Foster, iniciada em fevereiro de 2012, o governo já aprovou quatro reajustes de preço de diesel e dois da gasolina.

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