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Comandante do Exército quer militares fora da reforma da Previdência

Segundo o general Edson Leal Pujol, as Forças Armadas vão colaborar para o equilíbrio das contas públicas mesmo sem modificação em aposentadorias

Por Da redação - Atualizado em 11 jan 2019, 15h46 - Publicado em 11 jan 2019, 15h04

O novo comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, defendeu nesta sexta-feira, 11, a ideia de que o sistema previdenciário das Forças Armadas não seja modificado na reforma da Previdência. “A intenção minha, como comandante do Exército, se me perguntarem, é que nós não devemos modificar o nosso sistema”, disse a jornalistas, após assumir o cargo, no Clube do Exército de Brasília.

A equipe econômica está fechando a proposta de reforma da Previdência que será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro até o começo da próxima semana. Depois, o texto será encaminhado ao Congresso.

O general lembrou que as Forças Armadas não fazem parte do sistema de Previdência Social. “Isso está na Constituição. Há uma separação”, argumentou.

Pujol destacou, no entanto, que os militares são disciplinados e estão prontos a colaborar com a sociedade. “Obedecemos às leis e à Constituição. Se houver uma decisão do Estado brasileiro de mudanças, iremos cumprir”, acrescentou.

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Apesar de ser contra a inclusão dos militares na reforma, o comandante disse que as Forças Armadas vão colaborar com o esforço para equilibrar as contas públicas. “Os militares sempre tiveram participação no esforço da nação. Inclusive, quase vinte anos atrás, nós fomos os únicos que nos modificamos em prol disso aí. Os outros setores da sociedade não se modificaram. Havia uma intenção, mas fomos os únicos a nos modificarmos e fazer o sacrifício. Estamos sempre prontos a colaborar com a sociedade”, afirmou.

Também nesta sexta-feira, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, despistou sobre a inclusão ou não dos militares na reforma. Questionado sobre a importância de incluir militares como exemplo de “sacrifício”, Onyx disse que o governo quer um sistema em que “não se sacrifique ninguém”. “Vamos apresentar uma reforma que permita equilíbrio fiscal e seja fraterna”, afirmou.

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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