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Com mercado de olho em Levy, dólar sobe e bolsa cai nesta sexta

Mercados reagem à possível saída de Levy do comando do Ministério da Fazenda. Em café da manhã com jornalistas, ele admitiu ter conversado com Dilma sobre o assunto

O dólar opera em alta de mais de 1% na tarde desta sexta-feira, diante da iminente saída de Joaquim Levy do comando do Ministério da Fazenda. Por volta das 15h40, a moeda americana subia 1,35%, a 3,94 reais. No mercado de ações, a Bovespa operava em baixa de mais de 2,50%. Por volta das 15h50, o Ibovespa, principal índice, recuava 2,82%, aos 43.985 pontos. O mercado também reage à decisão desta quinta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito do impeachment, considerada favorável para Dilma Rousseff.

Em café da manhã com jornalistas, nesta sexta-feira, Levy admitiu que tem conversado com a presidente Dilma Rousseff sobre sua saída do governo. Ele também afirmou que o fim de ano “abre alternativas” e que não quer criar constrangimentos ao governo.

“O ano legislativo se encerrou e isso abre umas tantas alternativas. Evidentemente meu objetivo não é criar nenhum tipo de constrangimento ao governo”, afirmou. Um dos principais cotados a assumir o posto de Levy é o atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

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Indicadores – Pela manhã, o Banco Central (BC) divulgou mais um dado que reafirma a desaceleração da economia. O BC informou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,63% em outubro em relação a setembro, a oitava baixa consecutiva. Com isso, o índice chegou ao menor patamar da série histórica do BC desde agosto de 2010.

Já a prévia da inflação terminou o ano em 10,71%, o maior número desde 2002, quando o IPCA-15 atingiu 11,99%. Em dezembro, o indicador acelerou para 1,18%. No mês anterior, o avanço foi de 0,85%.

Outros dados ruins compuseram o cenário desfavorável. No acumulado dos onze primeiros meses deste ano Brasil fechou 945.363 vagas formais de trabalho, de acordo com informações do Ministério do Trabalho. Em novembro, foram cortados 130.629 postos, o pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1992. Enquanto isso, o emprego industrial caiu pelo décimo mês seguido, com baixa de 0,7% na passagem de setembro para outubro.

(Da redação)