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Com ‘máquina de assinar’, Obama sanciona pacote fiscal

No Havaí, presidente autorizou uso de dispositivo que reproduz assinatura

Por Da Redação 3 jan 2013, 03h43

Um dia depois da aprovação pelo Congresso, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou nesta quinta-feira o pacote contra o chamado abismo fiscal – a lei, votada após muita tensão nesta quarta pela Câmara dos Representantes, aumenta os impostos sobre os 2% de americanos mais ricos e preserva os cortes de impostos da era George W. Bush para a maioria das famílias do país.

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autopen

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Com o objetivo de evitar que os Estados Unidos entrassem novamente em recessão, entre outras coisas o projeto também posterga por dois meses os cortes no orçamento, estende o seguro-desemprego e anula um corte de 27% em honorários médicos dentro do Medicare, o programa de saúde para aposentados.

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Mercados – A aprovação do pacote para afastar o abismo fiscal animou nesta quarta-feira todos os mercados mundiais. Nos EUA, o Dow Jones fechou em alta de 2,35%, o S&P 500 acumulou ganhos de 2,51% e o Nasdaq avançou 3,06%. Na Europa, o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em alta de 2,07% nesta quarta-feira – o melhor desempenho em 20 meses.

A BM&FBovespa também encerrou com alta firme a primeira sessão do ano, seguindo indicadores na Ásia, Europa e Estados Unidos. O Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira, fechou em alta de 2,62%, aos 62.550,10 pontos, após atingir máxima de 62.887 (3,17%). O volume ficou em 7,32 bilhões de reais.

O acordo para adiar fortes medidas de austeridade fiscal na maior economia do mundo provocou um rally (forte procura) por ativos, ainda que tenha uma solução apenas parcial para os problemas orçamentários do país. Novas discussões políticas nos EUA devem acontecer nos próximos dois meses, o que pode afetar o sentimento do investidor e provocar elevada volatilidade nos preços das ações.

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