Clique e assine a partir de 9,90/mês

Com feriado em SP, dólar fechou estável, a R$ 2,0310

Por Da Redação - 9 jul 2012, 17h47

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – O feriado estadual em São Paulo limitou, significantemente, o número de negócios no mercado de câmbio nesta segunda-feira, realizados apenas no segmento de balcão e por instituições financeiras em outras cidades no País. No Estado de São Paulo, as mesas de câmbio de alguns bancos trabalharam em regime de plantão. Não houve negócios na Bovespa nem no mercado de juros futuros nesta segunda-feira.

O dólar à vista no balcão fechou estável, a R$ 2,0310. Segundo um profissional de câmbio de um grande banco com sede em São Paulo, o volume de negócios limitou-se a R$ 244 milhões – este valor refere-se as operações que foram registradas na BM&F.

O operador de uma corretora fora de São Paulo ressaltou que os negócios hoje se limitaram a empresas que tinham que honrar compromissos. “O mercado foi bem engessado. Aqui, na corretora, os negócios se restringiram a três operações pontuais, de importação, porque o cliente tinha que pagar hoje”, disse a fonte.

Continua após a publicidade

Na terça-feira, no entanto, o dólar pode abrir pressionado em razão da fala de autoridades do Federal Reserve feitas entre domingo e esta segunda-feira. Após o recente relatório de emprego de junho, divulgado na última sexta-feira, as autoridades sinalizaram que o banco central dos Estados Unidos está mais próximo de adotar novo estímulo para impulsionar o crescimento da economia americana. “Aqui não mudou nada porque praticamente não teve negócios. Mas amanhã pode haver alguma pressão para cima na cotação da moeda”, disse o profissional.

“Estamos realmente à beira disso (de adotar uma nova rodada de estímulo monetário). Se os indicadores econômicos continuarem a vir abaixo das expectativas e se nossa visão for de que não esperamos fazer avanços no nosso mandato, então eu acho que precisamos de uma política mais acomodatícia”, disse o presidente do Federal Reserve Bank de São Francisco, John Williams, em discurso durante evento em Idaho. Williams tem direito a voto nas decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) neste ano.

Publicidade