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Com escândalo, Volkswagen tem 1º prejuízo trimestral em 15 anos

Companhia alemã informou que reservou 6,7 bilhões de euros para cobrir as despesas relacionadas à fraude

Por Da Redação 28 out 2015, 09h28

A Volkswagen divulgou nesta quarta-feira o primeiro prejuízo trimestral em pelo menos 15 anos, impactada pelos custos relacionados ao escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes. O grupo alemão registrou prejuízo operacional de 3,48 bilhões de euros no período, em linha com a expectativa do mercado. A companhia também reduziu a previsão de lucro para este ano.

No trimestre, a Volkswagen reservou 6,7 bilhões de euros para cobrir custos referentes à fraude que envolveu 11 milhões de carros da marca no mundo, ligeira alta ante os 6,5 bilhões de anunciados na semana logo após a descoberta do escândalo, em setembro.

Como resultado, a empresa espera que o lucro operacional do ano fique “significativamente abaixo” do recorde atingido em 2014, de 12,7 bilhões de euros. Excluindo os custos da fraude, a montadora ainda espera ter margem de lucro operacional entre 5,5 e 6,5% neste ano, depois de 6,3% cento em 2014.

A Volkswagen ainda planeja cortar os investimentos em 1 bilhão de euros por ano em sua principal divisão, responsável por 5 milhões de carros que serão alvo de recall. A divisão de luxo Audi, fonte de cerca de 40% do lucro do grupo, também planeja cortes nos investimentos.

A companhia confirmou que o prejuízo divulgado nesta quarta é o primeiro resultado trimestral negativo em pelo menos 15 anos, mas devido a mudanças contábeis, a empresa não soube precisar quando ocorreu o último prejuízo.

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As vendas do grupo, que também incluem a marca Porsche, caíram 1,5% em setembro, para 885.300 carros e recuaram 3,4% no terceiro trimestre, para 2,39 milhões de unidades.

Com esse resultado, a montadora alemã ficou atrás da japonesa Toyota na liderança das vendas mundiais no acumulado dos nove primeiros meses deste ano após ter assumido a primeira posição três meses antes.

No mês passado, a fabricante alemã reconheceu que instalou durante anos um software em veículos com motor diesel, que permitia que o carro reconhecesse que estava passando por um teste e manipulasse as emissões de óxidos de nitrogênio, o que mudava o regime de funcionamento do motor.

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