Clique e assine a partir de 9,90/mês

Com duas empresas, leilão de energia A-1 não atrai geradoras

Furnas e Petrobras ofereceram energia. Foram negociados 622 MW médios

Por Da Redação - 5 dez 2014, 10h56

O leilão A-1 de energia existente, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na manhã desta sexta-feira, durou menos de 20 minutos e confirmou a expectativa de que os preços de referência estabelecidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) não eram atrativos para os geradores. Apenas duas empresas estatais, Furnas e Petrobras, ofereceram energia. Foram negociados 622 MW médios, ao preço de 197,09 reais o megawatt/hora, segundo dados no sistema de acompanhamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em um total de 3,2 bilhões de reais em contratos.

Leia mais:

Distribuidoras de energia correm risco de ficar inadimplentes

País deixa de fazer mais de um terço de obras antiapagão

Continua após a publicidade

Governo derruba ‘à força’ teto do preço da energia no curto prazo

A Petrobras vendeu energia das térmicas Aureliano Chaves, em Minas Gerais, e Rômulo Almeida, na Bahia. Furnas vendeu 352 megawatts médios, por três anos, a um preço de 201 reais por megawatt/hora. Na ponta compradora aparecem 33 distribuidoras de energia, com destaque para a CEA, do Amapá, e a RGE, da CPFL no Rio Grande do Sul.

A demanda das distribuidoras, de acordo com especialistas, oscila entre 2.500 MW e 3.000 MW médios para 2015, o que obrigará o governo federal a adotar alternativas para reduzir a exposição dessas empresas.

Desafio – O principal desafio dos leilões de energia de curto prazo desde o ano passado é obter geradoras interessadas em participar com a venda de energia nessas competições. Os preços máximos definidos pelo governo federal nos leilões têm ficado muito aquém das previsões de mercado.

Continua após a publicidade

Assim, as geradoras têm optado por obter mais ganhos com as negociações no mercado de curto prazo num momento em que a escassez de chuva para abastecer reservatórios das hidrelétricas e forte geração térmica acionada elevam as possibilidades de lucro.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

Publicidade