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Com Dilma ausente, delegação brasileira cresce em Davos

Lista de participantes cresceu em relação a 2014; Petrobras, patrocinadora do evento, não enviará nenhum de seus diretores

Por Ana Clara Costa 14 jan 2015, 15h29

A delegação brasileira que deve comparecer ao Fórum Econômico Mundial, que acontece na cidade suíça de Davos entre 21 e 24 deste mês, cresceu em 2015. No ano passado, 36 nomes confirmaram presença – muitos deles membros do governo brasileiro motivados pela ida de Dilma Rousseff ao evento. Já neste ano, o número subiu para 40, mesmo sem a presença da presidente, que preferiu confirmar sua ida à Bolívia, na posse de Evo Morales, que acontecerá em 22 de janeiro.

A equipe governista será capitaneada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o presidente da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Marcelo Neri.

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Entre os membros do setor empresarial, o evento terá a presença de Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, e Frederico Curado, presidente do Conselho da Embraer.

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A Petrobras, patrocinadora do evento, que no ano passado foi representada pela presidente Graça Foster e pelo diretor financeiro Almir Barbassa, desta vez contará apenas com a presença de nomes de segundo escalão. Nenhum membro da diretoria comparecerá. A empresa é alvo de uma verdadeira devassa no Brasil, depois que veio à tona a Operação Lava Jato, responsável por investigar desvios de dinheiro público por meio de contratos firmados pela estatal. Nesta quarta-feira, a Polícia Federal prendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

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A presidente Dilma havia considerado comparecer ao evento com o intuito de apresentar a nova equipe econômica ao mundo. A intenção da presidente era dar um passo em direção à recuperação da credibilidade do país no que diz respeito à política econômica. Contudo, diante de dois eventos internacionais ocorrendo na mesma semana – a posse de Morales e a cúpula dos Estados Latino-americanos (Celac), além das eleições à presidência da Câmara dos Deputados – a presidente preferiu priorizar a agenda regional e atribuir a Levy a tarefa de “vender” o Brasil lá fora. Há quem diga que o ministro, sozinho, será trunfo maior para o país do que se estivesse acompanhado da mandatária.

Entre os líderes estrangeiros que comparecerão a Davos estão o Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande e o primeiro ministro chinês Li Keqiang. Também deve comparecer o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko. A Rússia, por sua vez, enviará membros de segundo escalão, como o vice-primeiro ministro Arkady Dvorkovich.

Confirmaram presença ainda o primeiro ministro do Iraque, Haïdar Al Abadi, o presidente do Egito, Abdel Fatah Said El Sis, e o ministro do Petróleo e Energia da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Turki.

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