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Com cenário político favorável, bolsa sobe 2,8% e dólar recua para R$ 4,05

Acordo do Centrão para votar medida provisória que reduz o número de ministérios influenciou o humor do mercado; Dólar caiu 1,39%, cotado a 4,05 reais

Por Da redação
Atualizado em 21 Maio 2019, 17h38 - Publicado em 21 Maio 2019, 17h33

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acelerou e fechou em alta de 2,76% nesta terça-feira, 21. Com um clima político mais favorável, graças a negociações do Centrão com o governo para votar a medida provisória da reforma administrativa, que pode influenciar também nas negociações da Previdência, a bolsa fechou aos 94.484 pontos. Um dia mais ameno nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China também mexeu com o clima do mercado.

Influenciado pelos mesmos motivos, o dólar comercial fechou em baixa de 1,39%, vendido a 4,05 reais. Foi a primeira vez em três dias que a moeda saiu da casa dos 4,10. Na véspera, o Ibovespa havia se valorizado 2,17%, fechando em 91.946 pontos. O dólar operou estável, com alta de 0,1%, cotado a 4,10 reais.  

Partidos do Centrão e o governo entraram em acordo para não haver mais a recriação dos ministérios da Cidades e da Integração Nacional. A recriação dos ministérios era uma demanda das legendas de centro para apoio a outras pautas, como a reforma da Previdência. Com o acordo, a Medida Provisória 870, da reforma administrativa deve ser votada na quarta-feira, 22. Caso não seja aprovada, a medida caduca no próximo dia 3.

Para André Perfeito, economista-chefe da Necton, além da melhor articulação do governo quanto a pautas políticas, pesou também o fato das más notícias que influenciam o mercado já não serem novidade. “A queda do PIB, por exemplo, que influenciou muito nos dias anteriores, já é notícia velha”, afirmou.

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Nesta quarta, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano de 1,9%, previsto em março, para 1,4%. A revisão vem após uma sequência de notícias negativas para o PIB brasileiro. Nesta semana, o Boletim Focus, do Banco Central, apontou que a projeção para expansão da economia é de 1,24%. Na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo trabalha com expansão de 1,5%. 

Segundo o economistas, apesar do cenário mais ameno, o mercado ainda opera em grau de cautela. “O dólar está caindo, mas ainda não saiu do patamar dos 4 reais. Esse clima melhor dessa semana pode ser que nãos seja sustentável nos próximos dias”. Perfeito afirma que a manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro, convocada para o próximo domingo pode influenciar no humor do mercado.  

 No mercado externo, a falta de notícias do acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, ajudou no humor no mercado. Segundo Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos, a guerra comercial continua vigente, mas a ausência de notícias ajuda no mercado. 

Segundo Freitas, as falas da véspera, com o presidente Jair Bolsonaro dando liberdade ao Congresso na votação de reforma da Previdência, descolaram a figura do presidente do texto e aumentaram a percepção que a medida pode ser aprovada. “O grande impasse era a questão da base do governo para a votação. Agora, se tem a ideia que o texto pode passar com mais facilidade”.

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