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Com cenário externo favorável, dólar cai 1,5% e bolsa sobe 1,8% na semana

Moeda americana recua a R$ 4,08 para a venda, na menor cotação em duas semanas; Ibovespa fecha esta sexta-feira beirando os 103 mil pontos

dólar comercial teve queda de 0,72% nesta sexta-feira, 6, negociado, em média, a 4,08 reais para a venda, na menor cotação em duas semanas. A recente queda da moeda americana frente ao real está intimamente atrelada aos movimentos ocorridos no exterior. “O dólar estava com valorização excessiva nas últimas semanas. Com cenário externo mais ameno e maior fluxo cambial, é possível maior acomodação do mercado e, consequentemente, fortalecimento do real”, diz Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital. Nesta semana, a moeda acumula queda de 1,5%.

Nesta sexta, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), afirmou que o banco central americano continuará atuando para assegurar a expansão econômica dos Estados Unidos. Em relação aos números do relatório de empregos no país, que foram divulgados na manhã, Powell disse que os dados demonstram que a economia americana está estável, apesar do crescimento mais lento do que o esperado na geração de emprego. As declarações foram entendidas como uma sinalização de uma nova redução da taxa de juros, notícia que foi bem recebida pelos mercados financeiros. 

Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, acompanhou o otimismo dos mercados internacionais e encerrou o pregão desta sexta-feira com alta de 0,68%, fechando aos 102.935 pontos. A valorização foi impulsionada pelas sinalizações de possíveis cortes de juros nos Estados Unidos. Internamente, os investidores viram com bons olhos que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, tenha ficado em 0,11%, em agosto, patamar alinhado com as expectativas feitas pelo mercado financeiro. Na primeira semana do mês, a bolsa acumulou alta de 1,78%.

O mercado também se mostrou entusiasmado com o acordo comercial anunciado nesta sexta-feira pelos governos brasileiro e argentino envolvendo o setor automotivo. A negociação prevê aumento imediato da cota exportada pelo Brasil sem tarifa. Tal cota deve ser elevada de forma gradual até o momento em que os dois países alcancem o livre comércio, o que deverá ocorrer em 2029. Além disso, o trâmite mais célere das reformas da Previdência e tributária animou os investidores. “O andamento mais rápido das reformas mostra que o Brasil tem potencial de ir de vento em popa, aumentando sua credibilidade”, afirma Reginaldo Galhardo, gerente de Câmbio da Treviso Corretora.