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Com ajuda dos Jogos, PIB britânico cresce 1% no 3º tri

Saída da Grã-Bretanha da recessão dará força ao ministro das Finanças uma semana antes de ele apresentar seu comunicado sobre o orçamento semestral

A economia britânica cresceu 1% no terceiro trimestre, conforme estimado originalmente, mostraram dados nesta terça-feira. Essa força, contudo, não deva se sustentar. Os dados, que confirmam que a Grã-Bretanha saiu da recessão, darão força ao ministro das Finanças, George Osborne, uma semana antes de ele apresentar seu comunicado sobre o orçamento semestral.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% no trimestre passado, em linha com a estimativa inicial do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS na sigla em inglês) e com as previsões dos economistas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a produção recuou 0,1%, ligeiramente pior do que imaginado anterior, disse o ONS.

Os gastos do consumidor avançaram 0,6% no trimestre – o maior aumento em mais de dois anos. O ONS informou que isso se deveu aos gastos com recreação e cultura, incluindo ingressos para a Olimpíada de Londres, que aconteceu durante o trimestre.

A leitura do PIB do terceiro trimestre também se favoreceu de uma recuperação em relação aos três meses anteriores, quando um feriado público extra prejudicou a produção. As exportações totais subiram 1,7% no trimestre.

A produção no setor de serviços britânico, que responde por mais de três quartos do PIB, subiu 1,3% no terceiro trimestre, o maior aumento em cinco anos. No segundo trimestre ela havia caído 0,1%. A produção industrial ficou 0,9% maior, enquanto a construção (responsável por menos de 7% do PIB) contraiu 2,6%.

Desaceleração – Pesquisas empresariais pintaram um cenário mais melancólico do quarto trimestre, e as vendas no varejo – uma avaliação dos gastos do consumidor – apresentaram uma queda surpresa em outubro. Por sua vez, o presidente do Banco Central, Mervyn King, foi alertado que a produção pode encolher de novo entre outubro e dezembro.

A Grã-Bretanha ainda não recuperou totalmente a produção perdida na esteira da crise financeira, enquanto os problemas de dívida da zona do euro, austeridade do governo para reduzir o déficit orçamentário e a relutância dos bancos em emprestar estão segurando o crescimento econômico.

(com agência Reuters)