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CNI aponta recuo na expectativa de condições econômicas

Por Célia Froufe

Brasília – As expectativas dos industriais brasileiros recuaram tanto em relação às condições atuais da economia e das empresas quanto aos próximos seis meses, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o presente, o indicador passou de 46,9 pontos em junho para 44 pontos este mês. Em relação ao futuro, a queda foi de 60,6 pontos para 58 pontos em igual comparação.

Ainda que o índice das projeções para os próximos seis meses esteja bem acima da marca divisória dos 50 pontos, a CNI destacou que esse é o menor patamar desde abril de 2009, quando estava em 57 pontos. Naquela ocasião, o Brasil recebia o pico dos efeitos da crise financeira internacional provocada pela quebra do banco americano Lehman Brothers.

“A retração na confiança é reflexo do ritmo de queda da produção industrial”, avaliou o economista da entidade, Marcelo de Ávila, por meio de comunicado enviado à imprensa. O Icei foi calculado com base em 2.383 participantes da pesquisa de empresas de pequeno (849), médio (937) e grande (597) portes dos dias 2 a 13 de julho.

Segundo Ávila, a pesquisa tem mostrado que os indicadores do cenário atual da economia estão tendo uma avaliação cada vez pior pelos industriais. “Os indicadores das condições atuais, tanto em relação à própria empresa quanto em relação à economia brasileira, estão caindo mês a mês e já estão na faixa do pessimismo, abaixo dos 50 pontos”, afirmou.

O economista disse que dificilmente haverá uma recuperação da confiança dos empresários do setor nos próximos meses porque o mercado interno não tem a mesma força de reação apresentada dois anos atrás e também porque as exportações não aumentam no ritmo “desejado”, apesar da melhora do câmbio.