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Cliente relata assédio de funcionário da NET por Whatsapp

Caso ganhou repercussão nas redes sociais e outras pessoas apareceram para contar denúncias semelhantes envolvendo de funcionários de empresas de telecomunicação

Na manhã de terça-feira, a jornalista Ana Prado recebeu uma ligação da NET, oferecendo-lhe um novo pacote de promoções. Como estava satisfeita com o seu plano atual, ela respondeu “não estar interessada” e desligou o telefone. Tudo não passaria de mais uma rotineira chamada de telemarketing se não fosse pelo que sucedeu horas depois. Ao final da tarde, chegou ao seu celular mensagens via aplicativo WhatsApp de uma pessoa desconhecida que se identificava como o atendente que a havia telefonado mais cedo. O motivo de a ter contatado novamente: ele havia ficado “curioso” por causa de sua voz e explicou que tinha acesso a todos os dados dos clientes. Considerando o ato invasivo, Ana pediu para ele apagar o seu número dos contatos, ao que foi prontamente rebatida: “Perdão pela imensa invasão. Agora, caso queira me processar, fique a vontade. Terei o prazer de ganhar a causa (risadas)”, ironizou o suposto funcionário.

O caso foi relatado pela jornalista em seu perfil no Facebook. Após publicar as imagens da conversa, o episódio ganhou repercussão nas redes sociais e surgiram outras pessoas relatando denúncias semelhantes.

Por meio de sua conta no Facebook, a NET informou que está averiguando os fatos para tomar todas as medidas cabíveis. Afirmou que o funcionário citado seria de uma empresa terceirizada e fez questão de dizer que trata as informações pessoais dos clientes com “as mais rigorosas práticas e políticas de proteção ao sigilo”. “Todos os prestadores de serviços da companhia estão obrigados contratualmente a assegurar a proteção dos dados dos consumidores e são proibidos de utilizar estas informações para qualquer outro fim. Também ficam cientes das sanções contratuais, cíveis e criminais aplicáveis em caso de descumprimento”, informou a nota.

Pelo Facebook, Ana afirmou que a empresa a procurou na quarta-feira e se disponibilizou a levá-la à delegacia para registrar um Boletim de Ocorrências. Segundo ela, também lhe disseram que não tinham conhecimento de casos semelhantes e que estariam criando um canal específico para receber denúncias do tipo.

“Eu o bloqueei depois da conversa que postei aqui, mas não fiz isso imediatamente por um simples motivo: aquilo não era só mais uma cantada tonta de um cara inconveniente. Aquilo era uma cantada tonta de um cara que, por causa do trabalho dele, tem acesso aos meus dados pessoais e fez uso indevido desses dados para fins pessoais. Eu tentei alertá-lo e ele debochou da situação, o que deu a entender que isso deve ser prática comum por ali (e se confirmou pelas outras histórias que recebi)”, escreveu ela no seu perfil.

(Da redação)