Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Classe média dobrou de tamanho nas favelas, diz estudo

Metade das casas nas favelas tem TV de plasma ou de LCD e computador, mas 59% dos moradores não têm conta corrente e 65% não possuem cartão de crédito

Por Da Redação
4 nov 2013, 19h48

Pesquisa feita com 2.000 moradores de 63 favelas brasileiras mostra que a classe média dobrou de tamanho nas comunidades na última década, a exemplo do crescimento que aconteceu no país. O estudo, divulgado nesta segunda-feira, revela que a média salarial nas favelas é de 910 reais e que a metade das casas tem TV de plasma ou de LCD, computador e micro-ondas.

O trabalho indica que a renda anual dos 11,7 milhões de brasileiros que vivem em favelas – população maior do que a do Rio Grande do Sul, o quinto estado mais populoso da federação – é estimada em 63,8 bilhões de reais. Apesar das cifras movimentadas por essa parcela da população, 59% dos habitantes não têm conta corrente e 65% não possuem cartão de crédito. Práticas informais, como o pagamento fiado, persistem na vida da metade dos entrevistados.

Jovens – De acordo com a pesquisa do Instituto Data Popular, 65% dos jovens entrevistados já foram revistados pela polícia, o que segundo o Data Popular é um indicativo do preconceito contra quem mora em favelas. A média de revistas relatada foi de 5,8 vezes. Em relação ao nível educacional e cultural, a pesquisa mostrou que mais de um terço das casas não tem um livro sequer, e que a média de escolaridade dos moradores é de apenas seis anos. Apesar das dificuldades, da precariedade que persiste no fornecimento de água, luz e saneamento, dois terços dos pesquisados afirmaram não querer sair da favela.

Os dados foram divulgados no Hotel Copacabana Palace, na Zona Sul do Rio, durante o lançamento do Data Favela, instituto de pesquisa criado pelo Data Popular, de Renato Meirelles, e a Central Única das Favelas, ONG fundada por Celso Athayde. O Data Popular tem o intuito de identificar oportunidades de negócio nas comunidades. “Quisemos lançar no hotel mais luxuoso do Rio para trazer a favela para cá”, disse Meirelles. “A ideia é ter a favela como protagonista, porta-voz de sua história. É a primeira vez que se ouve a opinião dos moradores em larga escala. Este é um mundo invisível do ponto de vista da opinião e do consumo.”

Continua após a publicidade

As perguntas foram elaboradas com a ajuda de moradores e foram direcionadas a hábitos de consumo, nível cultural e impressões sobre os serviços públicos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) embasaram o estudo.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.