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A aposta do mercado para o dólar e reforma com cada um dos presidenciáveis

Levantamento mostra que mercado está dividido sobre desempenho da Bolsa com eventual vitória de Bolsonaro

Levantamento da XP Investimentos mostra quais são as apostas do mercado financeiro para o dólar, juros, inflação e aprovação da reforma da Previdência dependendo de qual dos principais presidenciáveis vença a eleição de outubro. Os cenários consideram a possível vitória de Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT).

Em relação ao dólar, 87% acreditam que o dólar chegue a 4,40 reais ou mais com a possível vitória de Ciro. Se o eleito for Haddad, 85% apostam que a moeda chegará a esse mesmo patamar. Com Marina no Planalto, apenas 3% acreditam que o câmbio alcance 4,40 reais ou mais. Quando o vencedor é Bolsonaro, o porcentual cai para 1%. Quando o cenário leva em conta a vitória de Alckmin, o mercado estima uma valorização menor da moeda americana: 8% aposta que a moeda possa ficar entre 3,80 e 4 reais.

R$ 3,40 ou menos R$ 3,40/R$ 3,60 R$ 3,60/R$ 3,80 R$ 3,80/R$ 4 R$ 4/R$ 4,20 R$ 4,20/R$ 4,40 R$ 4,40 ou mais
Bolsonaro  1%  11%  32%  32%  17%  6%  1%
Ciro  3%  10%  87%
Marina  1%  5%  24%  34%  22%  11%  3%
Alckmin  22%  41%  29%  8%
Haddad  3%  11%  85%

 

A percepção do mercado sobre o desempenho da Bolsa com a vitória de Bolsonaro está dividida: 51% indicam que o Ibovespa ficaria abaixo de 85 mil pontos, enquanto 49% aposta que ficaria acima de 85 mil pontos. O cenário mais otimista leva em conta a vitória de Alckmin: 90% entendem que o Ibovespa avançaria para acima de 85 mil pontos. Se a vitoriosa fosse Marina, 26% acham que o Ibovespa ficaria em no máximo 85 mil pontos. O desempenho cairia para no máximo 80 mil pontos com a vitória de Ciro (45%) e Haddad (46%), na opinião dos entrevistados.

A aposta do mercado para a taxa Selic é que o juro básico da economia iria para 10% ao ano com a vitória de Ciro ou Haddad. Se o vencedor fosse Bolsonaro, o juro teria uma taxa máxima de 8% para 21% dos entrevistados. Com Alckmin e Marina, 23% preveem que a Selic chega no máximo a 8%.

Quando perguntados sobre qual candidato tem mais chance de aprovar a reforma da Previdência, 95% veem essa possibilidade com o governo Alckmin. O porcentual também é alto no caso da vitória de Bolsonaro ou Marina, 76% e 68%, respectivamente. Com Ciro e Haddad, o porcentual cai para 38% e 36%, respectivamente.

O levantamento entrevistou 281 investidores entre os dias 28 e 31 de agosto. Os participantes responderam a questões sobre o que deve acontecer com a cotação do dólar, com a reforma da Previdência e as negociações na Bolsa diante da vitória de cada um dos candidatos mais bem avaliados nos levantamentos de intenção de voto.