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Cinco sinais de que Taylor Swift entende mais de negócios do que muitos CEOs

Cantora americana é recordista em vendas e seguidores nas redes sociais, e tem tomado decisões sobre sua carreira que se mostram cada vez mais acertadas

A cantora americana Taylor Swift decidiu, no final de março, comprar todos os domínios com seu nome ligados a sites de pornografia, como .porn e .adult. A decisão partiu dos executivos que assessoram a carreira da cantora, mas mostram que a visão de longo prazo de Taylor faz inveja a muitos CEOs de empresas que faturam bilhões.

A lógica é simples: consultorias de tecnologia dão o veredicto cada vez mais previsível de que o nome de domínios vai explodir nos próximos anos. Essa explosão abre espaço para novas opções de registro para empresas, mas também pode causar dores de cabeça às marcas. Há muitos ‘negociadores’ que acabam comprando domínios com nomes de empresas justamente para revendê-los a preço de ouro. O que Taylor fez foi tentar escapar dessa armadilha.

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Essa foi apenas mais uma das empreitadas da cantora que mostram uma visão de longo prazo que está em falta em muitos segmentos do mundo empresarial. Taylor dá indícios desse tipo de estratégia desde os tempos ‘remotos’ em que era uma adolescente de Nashville e decidiu romper seu contrato com a gravadora RMA porque percebeu que teria pouco espaço para gravar as músicas que compunha. Optou por uma gravadora independente, a Big Machine, e emplacou incontáveis hits em todos os seus álbuns desde então.

Aos 24 anos, Taylor acumula números comparáveis a estrelas como Beyoncé e Madonna. Sua música Shake it Off, do álbum 1989, está pela 21ª semana seguida no topo da Billboard. A estrela também ocupa a 18º posição na lista das 100 maiores celebridades da Forbes, com ganhos de 64 milhões de dólares em 2014. Seu patrimônio total soma mais de 200 milhões de dólares. Desse total, estima-se que 86 milhões estejam investidos no mercado imobiliário.

Em julho do ano passado, a cantora publicou um artigo no Wall Street Journal dando uma prévia de seus próximos movimentos na indústria da música. No texto, defendeu o trabalho dos artistas e afirmou que a remuneração precisava ser compatível com a arte – uma crítica aberta aos sites de streaming, como Spotify e Deezer. “As pessoas ainda compram álbuns, mas só aqueles que tocaram seus corações. (…) Pirataria, compartilhamento de arquivos e streaming reduziram a venda de álbuns drasticamente e cada artista lida com esse baque de um jeito diferente. Música é arte, arte é importante e rara. Coisas raras são valiosas. Coisas valiosas deveriam ser pagas.”

No mesmo artigo, a cantora deixou o campo das indiretas e atacou em cheio o Spotify. “O cenário da indústria musical está mudando rapidamente e tudo que for novo, como Spotify, me parece um grande experimento. Não estou disposta a contribuir com a obra da minha vida para um experimento que, a meu ver, não compensa os escritores, produtores, artistas e autores de música”, disse.

Em novembro desse mesmo ano, a cantora rompeu seu acordo com o aplicativo de streaming e migrou todas as suas músicas para o aplicativo Tidal, que cobra de 9,90 a 19,90 dólares mensais de seus usuários. Em março, o rapper Jay Z anunciou a compra do Tidal por 56 milhões de dólares.