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Cinco atributos que fizeram de Antônio Ermírio um dos maiores líderes do país, segundo seu biógrafo

O economista José Pastore conta alguns traços da personalidade do empresário que ajudaram a construir sua imagem de liderança e pioneirismo no mundo industrial

Por Luís Lima 25 ago 2014, 17h18

Conhecido por ser um administrador conservador, avesso a riscos, Antônio Ermírio de Moraes, morto na noite de domingo, aos 86 anos, consolidou a posição do Grupo Votorantim como um dos maiores do país, atuando nos setores metalúrgico, de cimento, papel e celulose. Durante sua gestão, o empresário se tornou uma referência de sucesso e empreendedorismo e uma das vozes mais ouvidas e respeitadas no debate público sobre o progresso nacional. Apesar de ter capital fechado, o grupo detém a nota de grau de investimento pelas três maiores agências de classificação de risco do mundo: Standard & Poor’s, Fitch Ratings e Moody’s. Crítico ferrenho da burocracia estatal, o empresário reprovava a alta carga tributária brasileira e repudiava medidas assistencialistas. Quem conheceu profundamente seu trabalho foi o economista José Pastore, que publicou, em junho deste ano, a biografia do empresário, intitulada Antônio Ermírio de Moraes: Memórias de um Diário Confidencial. Ao site de VEJA, Pastore contou algumas das principais características que fizeram dele um dos maiores empresários do país.

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