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Cientistas vão usar inteligência artificial no combate à pobreza

Em artigo na revista Science, pesquisadores detalham técnica que usa imagens de satélite para identificar locais em que o envio de ajuda é mais necessário

Por Da redação - 18 ago 2016, 19h27

Uma nova técnica que utiliza inteligência artificial para ler imagens de satélite pode auxiliar nos esforços para erradicar a pobreza global. A ferramenta pode indicar os locais em que o envio de ajuda é mais necessário, disse nesta quinta-feira uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos.

O método prestaria assistência aos governos e entidades filantrópicas que estão tentando combater a pobreza, mas não têm informações precisas e confiáveis sobre onde vivem as pessoas pobres e do que precisam, segundo os pesquisadores. Erradicar a pobreza extrema, medida pelas pessoas que vivem com menos de 1,25 dólar por dia, até 2030, está dentro das metas de desenvolvimento sustentável adotadas pelos Estados membros das Nações Unidas no ano passado.

Cientistas da computação e especialistas em satélites criaram um mapa-múndi que se atualiza automaticamente para localizar a pobreza, disse o professor assistente Marshall Burke, do Departamento de Ciências e Sistemas da Terra, de Stanford.

O sistema usa um algoritmo computadorizado que reconhece sinais de pobreza por meio de um processo chamado aprendizado de máquinas, um tipo de inteligência artificial, disse Burke. Os resultados do esforço de dois anos de pesquisa foram publicados no periódico científico Science.

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“Nós esperamos que nossos dados sejam diretamente úteis aos governos de todo o mundo (…) para que possam direcionar seus programas mais efetivamente”, disse Burke.

O sistema mostra uma imagem ao computador, e o trabalho do computador é “adivinhar” o que é a imagem. O computador recebeu inicialmente dados de pesquisas com moradores de cinco nações africanas – Uganda, Tanzânia, Nigéria, Malawi e Ruanda. Imagens noturnas de satélite também foram usadas.

“O computador aprende a encontrar um monte de coisas que achamos que tem relação com pobreza, como estradas, áreas urbanas, fazendas e cursos d’água”, disse Burke.

(Com Reuters)

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