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Chuvas também afetam embarques de minério de ferro da CSN

Por Da Redação - 13 jan 2012, 15h12

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Jan (Reuters) – As chuvas fortes que têm afetado a produção de minério de ferro no Sudeste do Brasil reduziram os embarques da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), informou a empresa por meio da assessoria de imprensa.

A segunda maior exportadora de minério do Brasil estuda declarar força maior em seus contratos como fez a concorrente Vale por causa da redução da produção na região do Quadrilátero Ferrífero em Minas Gerais.

Ao declarar força maior, as empresas ficam autorizadas a não entregar o produto conforme determinado em contrato.

A companhia disse, porém, que a trégua das chuvas nesta sexta-feira pode normalizar em breve as operações da companhia.

A empresa também informou que o problema não deverá mudar a meta de produção da empresa para o ano de 2012, de 33 milhões de toneladas, segundo a assessoria de imprensa.

Minas Gerais, o Estado mais afetado pelas chuvas, responde por dois terços da produção de minério do Brasil. Outras mineradoras que atuam em municípios bastante afetados pelas chuvas, como a MMX, também estão reduzindo o ritmo de produção.

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CSN e MMX informaram que só informarão o volume que deixaram de produzir no balanço financeiro do trimestre.

A Vale informou que acumulou até quarta-feira uma perda de 2 milhões de toneladas nos embarques de minério de ferro. A maior produtora de minério de ferro do mundo declarou força maior em uma série de contratos em decorrência do clima.

A redução na oferta de minério de ferro deve contribuir para uma alta de preços da commodity no mercado internacional, avaliam analistas de mercado e bancos de investimentos.

Meteorologistas afirmam que as chuvas devem deixar a região de Minas Gerais, onde estão as minas, deslocando-se para São Paulo. A expectativa é de melhora do clima na região a partir na segunda quinzena de janeiro.

Por volta das 12h30, as ações da companhia operavam em baixa de mais de 2 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,4 por cento. A ação da Vale caía 1,1 por cento.

(Reportagem Guilhermo Parra-Bernal e Sabrina Lorenzi)

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