Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Christine Lagarde vira consenso na Europa para o FMI

As maiores economias da região fecharam seu apoio à francesa. Já os emergentes, que não querem um europeu para o cargo, não encontram um candidato único

Por Da Redação 23 Maio 2011, 10h55

As maiores economias da Europa fecharam seu apoio à francesa Christine Lagarde para a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI). A falta de consenso entre as grandes economias emergentes sobre quem deve liderar a instituição é o que resulta em vantagem para a candidatura da Europa na corrida pelo cargo.

Nesta segunda-feira, o FMI começa oficialmente a receber os nomes para o posto. Diplomatas e o próprio mercado avaliam a ‘corrida’ como um teste de maturidade política para os BRICS – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os países europeus parecem ter superado suas divergências para tentar emplacar um representante do bloco à frente do órgão. No fim de semana, negociações permitiram que as quatro maiores economia da UE – Alemanha, Itália, Reino Unido e França – chegassem a uma posição de consenso em torno do nome de Christine, atual ministra de Finanças da França.

No caso do Reino Unido, o secretário do Tesouro, George Osborne, qualificou Christine como “a melhor pessoa para o cargo”. “Será ainda bom ver a primeira mulher na direção do FMI em seus 60 anos”, disse. O apoio dada à francesa enterra de vez a possibilidade de uma candidatura do ex-primeiro-ministro, Gordon Brown.

“Muitos países a apoiam”, afirmou o ministro do Interior da França, Claude Gueant, braço direito do presidente Nicolas Sarkozy. A nota destoante veio da Suíça, que indicou que não necessariamente apoiará um europeu para o FMI. A instituição quer ter seu processo concluído até 30 de junho e a demonstração de união em torno de Christine seria uma forma de mostrar que existe uma massa crítica favorável à francesa, pelo menos entre os ricos.

Enquanto a Europa se mobiliza, os emergentes enfrentam dificuldades para chegar a um nome comum para apresentar como candidato. Um dos mais cotados, o turco Kemal Dervis, anunciou que não seria candidato. China, Rússia e Índia já indicaram que não querem ver outro europeu no cargo. A aposta da Europa é de que, apesar da resistência, os emergentes não têm um candidato único, o que enfraquece sua causa e até uma eventual campanha.

(com Agência Estado)

Continua após a publicidade
Publicidade