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Chipre chega a acordo preliminar para seguir na eurozona

Pelo plano, país terá de levantar € 5,8 bilhões de um resgate de € 10 bilhões

Por Da Redação - 25 Mar 2013, 00h29

Após uma negociação que durou mais de 12 horas, o governo do Chipre chegou neste domingo (madrugada de segunda na Europa) a um acordo preliminar com seus credores internacionais para o resgate financeiro da ilha mediterrênea e seu permanência na zona do euro. Os 17 ministros de Finanças do bloco econômico deram sinal verde para o plano definido pelo presidente cipriota Nicos Anastasiades, a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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“Temos um acordo que é do interesse do povo cipriota e da União Europeia”, disse Anastasiades à imprensa ao término da reunião no edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, na Bélgica. O líder cipriota negociou ao longo do dia com os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, além do FMI e do Banco Central Europeu (BCE).

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Pelo acordo, o governo cipriota será responsável por levantar 5,8 bilhões de 10 bilhões de euros, valor do resgate que a eurozona e o Fundo Monetário Internacional (FMI) vão conceder ao país mediterrâneo. Fontes da UE afirmaram que, segundo o acordo alcançado, o maior banco da ilha, o Banco do Chipre – onde está a maior parte dos depósitos “russos”, está a salvo da falência. Já a segunda maior entidade financeira, o Laiki Bank, será fechada e os grandes depositantes sofrerão fortes perdas, assim como os títulos das senior notes. A dívida do Laiki soma, com o mecanismo de Assistência de Liquidez de Emergência (ELA) do BCE, quase 9,5 bilhões de euros.

O acordo, segundo o ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, “acaba com todas as dúvidas e garante os depósitos inferiores a 100.000 euros”. Os depósitos acima desse valor sofrerão perdas de até 40%. A ideia de uma taxa sobre todos os depósitos bancários, prevista no plano inicial rejeitado pelo Parlamento cipriota semana passada, foi descartada.

“É um bom acordo e é conclusivo”, disse no final da reunião o ministro espanhol, que ressaltou que o pacto “é bom para o Chipre e bom para o conjunto da união” monetária. “Estabelece condições adequadas do ponto de vista do tratamento da economia cipriota e demonstra que quando queremos, somos capazes de um acordo”.

O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse que se sente “aliviado” com o acordo. Schäuble pediu “realismo” ao Chipre na sua chegada à reunião e salientou que o acordo não dependia do Eurogrupo, mas do país mediterrâneo.

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(Com agência EFE)

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