Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

China volta a dizer que vai retaliar EUA se país não desistir de tarifas

Apesar de alguns itens, como celulares e notebooks, terem tido cobranças adiadas para dezembro, Pequim diz que qualquer tarifa elevará tensão no comércio

Por da Redação - Atualizado em 22 ago 2019, 09h30 - Publicado em 22 ago 2019, 09h22

O Ministério do Comércio da China (MofCom, na sigla em inglês) reiterou que adotará contramedidas se as tarifas recém-anunciadas por Donald Trump entrarem em vigor, pressionando os Estados Unidos a reverter a decisão e retornar à mesa de negociação.

“Quaisquer novas tarifas levarão a uma escalada nas fricções comerciais”, disse o porta-voz da pasta Gao Feng a repórteres nesta quinta-feira, 22, apesar da decisão do presidente americano de adiar algumas das cobranças. As tarifas “violaram severamente um consenso alcançado entre os dois presidentes em Osaka e a China se opõe fortemente a elas”, afirmou ele.

Os Estados Unidos anunciaram que vão adotar tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares em produtos chineses a partir de 1º de setembro, o que efetivamente taxaria a todas as exportações da China aos EUA. O governo americano, no entanto, voltou atrás em parte do plano, adiando as taxas para alguns itens como celulares e notebooks para 15 de dezembro, com o pretexto de diminuir o impacto sobre as vendas de Natal.

Gao argumentou que a decisão de postergar parte das cobranças é prova de que uma escalada nas fricções comerciais está “causando grandes perdas” a consumidores e empresas americanos. Não há vencedor em um conflito comercial, disse.

Publicidade

O porta-voz alegou não ter nenhuma informação nova sobre se negociadores chineses partirão para Washington em setembro para negociações comerciais, como era previsto antes da elevação da imposição de novas tarifas por Trump, mas afirmou que autoridades dos dois países estão em contato. 

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

Publicidade