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China limita a 7,5% sua meta de crescimento econômico em 2012

Por Da Redação 5 mar 2012, 07h15

A China tem uma meta de crescimento econômico de 7,5% este ano, abaixo dos 8% fixados para 2011, segundo informe governamental que o premier, Wen Jiabao, apresentou ao Parlamento nesta segunda-feira.

A China costuma exceder sua meta anual de crescimento, anunciada todo mês de março. A maioria dos economistas prevê que o PIB chinês crescerá entre 8% e 8,5% este ano. Em 2011, o crescimento chinês foi de 9,2% e em 2010, alcançou 10,4%.

A redução da meta é um reconhecimento de que a segunda economia do mundo está reduzindo o ritmo, uma vez que a crise da dívida na zona do euro e a lenta recuperação dos Estados Unidos afetam a demanda por exportações chinesas.

O país também estabeleceu sua meta de inflação em 4% em 2012, percentual inalterado desde o ano passado, depois que os preços ao consumidor dispararam 5,4% em todo o ano de 2011.

O chefe de Governo anunciou ainda que o objetivo de crescimento do comércio externo foi fixado em 10%. Em 2011, as exportações subiram 20,3% e as importações 24,9%.

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Assim como em anos anteriores, a China anunciou que pretende manter fundamentalmente estável a taxa de câmbio do yuan, que os principais sócios comerciais de Pequim consideram artificialmente desvalorizada para favorecer as exportações. Pequim tentou contornar a situação ao afirmar que tornará maios flexível o regime cambial.

O governo destacou ainda que deseja “garantir que a renda real dos habitantes urbanos e rurais avancem tanto quanto o crescimento econômico”. O Executivo informou que tem como meta gastar mais para melhorar o bem-estar da população.

A China também pretende dar prosseguimento à reestruturação industrial, romper os monopólios e estimular os capitais privados a entrar nas ferrovias, administrações locais, finanças, energia, telecomunicações, ensino e atendimento médico, afirma o relatório de Wen Jiabao.

No discurso de abertura da sessão anual do Parlamento, o primeiro-ministro chino Wen Jiabao ressaltou os direitos dos trabalhadores rurais em um momento de muitos protestos no campo.

“O direito dos camponeses à terra na qual trabalham por contrato, na qual está construída sua casa (…) são direitos de propriedade conferidos pela lei e ninguém pode violar estes direito”, disse o chefe de Governo para os 3.000 delegados reunidos no Palácio do Povo de Pequim.

Wen Jiabao fez a afirmação um dia depois da eleição democrática de um comitê municipal de governo no povoado rebelde de Wukan (sul). Nesta localidade, os habitantes se rebelaram com sucesso contra os políticos corruptos, que confiscavam suas terras para revendê-las a corretores imobiliários.

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