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China descobre quadrilha que vendia carne falsificada

Bandidos comercializavam carne de rato como carne de carneiro ou bovina

A polícia chinesa desbaratou uma quadrilha que vendeu mais de 1 milhão de dólares em carne de rato como se fosse de carneiro, disseram autoridades do Ministério da Segurança Pública em nota divulgada na noite de quinta-feira. Desde o começo de janeiro, 904 suspeitos já foram presos por produzirem ou venderem carnes falsificadas ou contaminadas. Ao todo, “foram descobertos 382 casos de carne injetada com água, falsa carne de carneiro ou bovina, carne estragada e produtos que continham carne tóxica e perigosa”, diz o relatório. Mais de 20 mil toneladas de produtos de carne fraudulentos ou de “qualidade inferior” foram confiscados.

Durante as operações, a polícia descobriu que um suspeito de sobrenome Wei havia usado aditivos para temperar e vender carnes não só de rato, mas também de raposa e marta como se fosse carnes bovinas e de carneiro, em mercados de Xangai e da província de Jiangsu. Em Guizhou (sul), outros comerciantes misturavam uma solução de peróxido de hidrogênio com pés de galinha.

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Fraude alimentar deixa consumidores de mãos atadas

A polícia deteve 63 suspeitos de ligação com a quadrilha, e estimou que o grupo tenha obtido mais de 10 milhões de yuans (1,6 milhão de dólares) com essa prática desde 2009. O ministério de Segurança de Segurança Pública ressaltou que a operação fazia parte de uma grande investigação sobre segurança alimentar, que incluiu a descoberta, em março, de milhares de porcos flutuando no rio de Xangai ou a venda de óleo de cozinha reciclado.

O anúncio da operação, realizada nos últimos três meses, ocorre quando o país ainda guarda na memória os escândalos vinculados à indústria alimentícia tais como o óleo reciclado ou o leite em pó para bebês contaminado com produtos químicos perigosos, revelado em 2008 e que provocou a morte de seis crianças e doenças em cerca de 300.000.

Recentemente a Europa viveu um escândalo parecida com a carne de cavalo, usada no lugar da carne bovina ou suína em pratos congelados e embutidos. A adulteração foi identificada primeiramente na França, mas as investigações apontaram casos, posteriormente, também na Rússia, Grã-Bretanha, Irlanda, Escócia, Itália, Espanha, Alemanha e Noruega.

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(com agências Reuters e France-Presse)