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China aprova importação de milho do Brasil

Gigante asiático está tentando diversificar suas fontes de grãos. EUA continuam, contudo, sendo o maior vendedor de milho para o país

Por Da Redação - 8 abr 2014, 09h50

As autoridades da China autorizaram nesta terça-feira as importações de milho procedentes do Brasil, após ambos os países terem assinado um protocolo de requisitos fitossanitários para o comércio do grão. Segundo fontes da embaixada brasileira, o acordo foi formulado em novembro do ano passado durante a visita do vice-presidente Michel Temer à China. O governo brasileiro considerou o acordo “satisfatório”.

A China é atualmente o segundo maior consumidor mundial de milho e espera-se que a demanda do país asiático cresça à medida que o ritmo de urbanização local aumente. O gigante asiático está ampliando suas fontes de fornecimento de grãos de ração animal para atender à crescente demanda por proteína em seu mercado interno.

Apesar de ter perdido espaço após o acordo com o Brasil, o principal fornecedor estrangeiro de milho da China continua sendo o mercado americano, com cerca de 4 milhões de toneladas vendidas no ano passado, o dobro em relação a 2012. Vale ressaltar, porém, que os embarques do país recuaram depois que foi rejeitado um carregamento de 1 milhão de toneladas devido à presença de uma cepa geneticamente alterada que não tinha sido aprovada por Pequim.

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A estimativa é de que a entrada do milho brasileiro na China incremente o comércio exterior entre os dois países em 4 bilhões de dólares, embora o número possa variar segundo a evolução das taxas de câmbio, a situação do mercado internacional do grão e a variação da produção. “O fornecimento brasileiro pode ser muito competitivo em relação ao dos Estados Unidos”, disse um analista da indústria.

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Agora, o próximo passo do governo brasileiro no âmbito do comércio internacional é conseguir o fim do embargo das exportações de carne bovina para a China, após um caso de vaca louca ter sido detectado no final de 2012.

O acordo significa um importante passo para o comércio bilateral entre ambos os países e foi considerado ‘muito satisfatório’ pelo governo brasileiro.

(com agências EFE e Reuters)

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