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China admite ‘falhas’ na tentativa de conter a peste suína

Surto começou em agosto e já dizimou cerca de 22% do rebanho de porcos do país

Por Reuters 3 jul 2019, 13h39

O Conselho de Estado da China admitiu nesta quarta-feira, 3, que o país mostrou deficiências em alguns aspectos da prevenção da peste suína africana, e que a situação continua complicada e grave. O surto, que começou em agosto, já dizimou cerca de 22% do rebanho de porcos do país, maior exportador e consumidor de suínos.

Segundo o órgão, “a administração do transporte de suínos vivos não é suficientemente rigorosa, enquanto não há capacidade suficiente para testar o vírus da peste suína africana nos procedimentos de abate, processamento e circulação de suínos”, informou o Conselho de Estado da China em diretrizes sobre prevenção e controle da doença.

De acordo com a instituição, os governos locais e ministérios devem promover a criação de suínos em larga escala e reduzir o número de pequenas fazendas de suínos para melhorar os níveis de biossegurança no setor. Além disso, o Estado fornecerá subsídios de produção para fazendas de suínos em grande escala em áreas fortemente afetadas pela doença.

  • Os comentários da principal autoridade administrativa da China destacam os graves desafios que o país enfrenta quando o surto altamente contagioso e mortal assola o maior rebanho de suínos do mundo.

    A China registrou mais de 120 surtos da doença em todas as suas províncias e regiões continentais, bem como na ilha de Hainan e em Hong Kong, desde que foi detectada pela primeira vez no país no início de agosto do ano passado. A peste é inofensiva para os humanos e fatal para os porcos.

    O surto, no entanto, trouxe benefícios para o Brasil, quarto maior produtor e exportador de suínos do mundo, abrindo espaço para o país adentrar mais intensamente tanto no país asiático como em outros mercados, que antes compravam apenas do chinês.

    (Com Reuters)

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