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Chile assusta o mercado e é novo alerta para governos de direita da região

PIB chileno registrou crescimento nulo no segundo trimestre, refletindo as medidas adotadas pelo presidente Jose Kast, aliado do argentino Javier Milei

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 14h59 | Atualizado em 18 ago 2026, 16h40
Chile assusta o mercado e é novo alerta para governos de direita da região Priorizar nos meus resultados Google

O produto interno bruto (PIB) do Chile apresentou crescimento nulo no segundo trimestre, quando comparado com o primeiro. Em relação ao mesmo período do ano passado, a economia chilena encolheu 0,2%. Os resultados divulgados nesta terça-feira 18 foram considerados “inesperados” por analistas de mercado, que previam um avanço de 0,3% sobre os três primeiros meses de 2026. Este é o primeiro resultado da economia desde que o advogado de extrema direita Jose Antonio Kast assumiu a presidência do país em março.

Segundo a imprensa chilena, Kast se elegeu com a promessa de incentivar o crescimento do país, mas suas primeiras decisões exerceram um forte impacto negativo no bolso dos cidadãos. Entre elas, está a liberação dos preços dos combustíveis. Em meio à escalada do petróleo devido à guerra dos Estados Unidos contra o Irã, a medida levou o Chile a enfrentar a maior alta de preços da gasolina e de outros derivados desde os anos 1980 – algo que acertou em cheio o bolso da classe média.

As polêmicas medidas de Donald Trump

Para complicar o quadro, o Chile convive com uma taxa de desemprego de 9,4% – a maior desde 2021 – e sofre com os efeitos de eventos climáticos extremos. Em julho, fortes chuvas atingiram o país, causando mortes, fechamento de escolas e paralisando setores da economia. Diante dos impactos, os economistas reduziam as expectativas de crescimento do PIB neste ano para cerca de 1%.

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Há poucos dias, em entrevista a uma rádio local, Kast afirmou que a economia começará a se recuperar a partir do fim do ano. Para tanto, conta com os efeitos de medidas que conseguiu aprovar no Congresso, tais como o corte de impostos para empresas e a concessão de incentivos e de garantias aos investimentos privados.

Diante do mau resultado no segundo trimestre, o Chile é o novo alerta para os governos de direita da América do Sul, cuja principal vitrine é a Argentina governada pelo ultraliberal Javier Milei. Em maio, a economia argentina recuou 0,2% sobre o mês anterior, marcando o segundo mês consecutivo de retração. Na comparação com maio de 2025, a alta foi de apenas 0,2%, muito abaixo das projeções de 2,5% propostas pelos economistas.

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