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Chevron detecta novo vazamento de petróleo na Bacia de Campos

(Atualiza com pedido da Chevron para suspender as operações).

Rio de Janeiro, 15 mar (EFE).- A companhia petrolífera americana Chevron anunciou nesta quinta-feira que detectou um novo vazamento de petróleo próximo da área onde foi registrado outro acidente em novembro do ano passado.

Porta-vozes da empresa disseram que foi encontrada ‘uma pequena mancha’ de petróleo na superfície do mar, no Campo do Frade, situado a cerca de 120 quilômetros do litoral do estado do Rio de Janeiro, na Bacia de Campos, a maior zona petrolífera do país.

A Chevron entrou ‘imediatamente’ em ação com seus dispositivos de contenção, que recolheram os restos de petróleo procedentes da nova rachadura no solo marinho, a cerca de três quilômetros do ponto anterior.

Por causa do vazamento, a Chevron solicitou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a suspensão das operações na área afetada, segundo anunciou em entrevista coletiva o diretor de Assuntos Corporativos do multinacional, Rafael Jaen.

A decisão, de acordo com a empresa, foi tomada por ‘precaução’ e, além disso, foi instalado um sistema para captar as borbulhas do petróleo derramado.

A ANP, por sua vez, confirmou o novo vazamento e, embora não tenha divulgado números, considerou que o volume de petróleo derramado é de pequenas dimensões.

O organismo notificou a Chevron por não ‘apresentar todas as precauções solicitadas para evitar novos vazamentos na área’ e exigiu a instalação de um coletor na nova fissura, segundo um comunicado.

A empresa americana calculou que foram despejados no mar 2,4 mil barris de petróleo, embora as autoridades acreditem terem sido cerca de 15 mil.

No entanto, Jaen descartou que o novo vazamento esteja associado com o anterior e assinalou que a decisão da suspensão temporária contou com o aval da Petrobras e da japonesa Frade Japão Petróleo, sócias da Chevron na exploração desse campo.

A Chevron recebeu várias multas do governo e ainda enfrenta processos judiciais para impedir suas atividades no Brasil e para que pague várias indenizações.

A ANP proibiu a empresa de realizar novas perfurações no país até que sejam concluídas as investigações do vazamento ocorrido em novembro.

No momento do acidente, a Chevron reconheceu que calculou mal a pressão para a perfuração da rocha, o que poderia ter contribuído para o surgimento de fissuras no solo marinho.

Apesar dos vazamentos, a companhia continua suas operações no Brasil, extraindo 79 mil barris de petróleo por dia, segundo seus próprios cálculos. EFE