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Chanceler argentino diz que não há chance de rompimento com Brasil e cita futebol

Uma ruptura diplomática colocaria em risco uma parceria comercial que rendeu 31 bilhões de dólares em comércio bilateral em 2025

Por Diogo Schelp Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jul 2026, 13h49 | Atualizado em 29 jul 2026, 14h50
Chanceler argentino diz que não há chance de rompimento com Brasil e cita futebol Priorizar nos meus resultados Google

O chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou que não existe possibilidade de ruptura diplomática com o Brasil, mesmo após a crise provocada por ataques de Javier Milei ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, durante convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência.

Quirno disse que o governo argentino não pretende levar o conflito ao plano institucional e econômico e que as desavenças se restringem ao campo político e ideológico. Apesar disso, aproveitou para levantar mais uma vez a teoria de que a onda de crítica à seleção argentina de futebol na Copa do Mundo 2026 foi patrocinada a partir do Brasil. “Não tenho provas de que tenham pago por isso”, admitiu, no entanto, o chanceler.

Em entrevista à Rádio Mitre, durante visita ao Peru, Quirno declarou: “Não há nenhuma chance de que, da nossa parte, as relações sejam rompidas”, e acrescentou que a Argentina espera o retorno do embaixador ao país “o quanto antes”.

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A escalada do mal-estar ocorreu após a participação de Milei no evento de Flávio Bolsonaro, realizado no sábado passado, em São Paulo, em que o presidente argentino chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, além de chamar o ministro Alexandre de Moraes “lixo careca”. O episódio levou a gestos diplomáticos de ambos os lados, com consultas aos embaixadores em Buenos Aires e Brasília.

Quirno também disse que a Argentina não responderá às declarações de Lula nem às de integrantes do governo brasileiro, e atribuiu o momento de tensão ao ambiente eleitoral nos dois países. Na prática, a mensagem do chanceler foi de que a crise é real, mas não deve transbordar para o rompimento formal.

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Brasil e Argentina são as duas maiores economias da América do Sul e sustentam uma parcela relevante do comércio regional. Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países somou 31 bilhões de dólares, e a Argentina ficou como o terceiro principal destino das exportações brasileiras e a quarta maior origem das importações do Brasil.

Os governos de ambos os países sabem que um rompimento formal colocaria em risco essa conexão econômica.

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