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Central ligada a Temer participará de greve contra reformas

A CSB, que reúne cerca de 750 sindicatos, principalmente de trabalhadores autônomos e profissionais liberais, se colocou contrária às reformas de Temer

Por Vinicius Pereira - Atualizado em 26 abr 2017, 12h07 - Publicado em 25 abr 2017, 11h44

Mesmo ligada ao PMDB, partido do presidente Michel Temer, a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) decidiu engrossar as fileiras da greve geral, marcada para sexta-feira (28) contra as reformas trabalhistas e da Previdência.

A central, que reúne cerca de 750 sindicatos e 15 federações, principalmente de trabalhadores autônomos e profissionais liberais, se colocou contrária às reformas. Para a entidade, não houve um debate adequado na sociedade civil sobre as mudanças.

Em nota, o presidente da CSB, Antonio Neto, afirmou que a reforma trabalhista irá sepultar os direitos dos trabalhadores. “Na prática, isso vai acabar com os direitos que estão estabelecidos na Constituição, como 13º salário, férias, licença maternidade, fundo de garantia, entre outros”, disse.

Neto é filiado ao partido do governo e preside o PMDB Sindical –braço sindicalista dentro do partido de Temer. Nos bastidores, a central vem conversando com congressistas para que considerem alterações nos projetos de reformas, mas ainda não havia participado de protestos anteriores.

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Para a próxima sexta-feira, a CSB orientou os sindicados e entidades filiadas a organizarem as bases para manifestações ou ao menos participarem em conjunto com outras centrais sindicais.

Na construção da greve geral, a entidade ligada ao PMDB estará ao lado da CUT, ligada ao PT, e a CTB , ligada ao PCdoB, por exemplo, partidos de forte oposição ao governo federal.

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