Casas Bahia vira munição de Tarcísio contra economia de Lula
Governador cita crise da varejista para atacar juros, falta de crédito e insegurança jurídica durante agenda com Flávio Bolsonaro
A crise da Casas Bahia entrou de vez no discurso econômico da oposição. Em agenda de campanha nesta quinta-feira (20), em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas usou a recuperação judicial da varejista como símbolo de um país que, segundo ele, está “indo na direção errada”.
Ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e do prefeito Ricardo Nunes, Tarcísio direcionou as críticas principalmente à situação enfrentada por empresários e comerciantes, citando falta de crédito, endividamento e insegurança jurídica.
“Olha o que está acontecendo com o nosso empreendedor. Apertado pela insegurança jurídica, apertado pelo crédito, endividado, fechando as portas”, disse o governador durante encontro com empresários na Zona Leste da capital.
A Casas Bahia pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 17,3 bilhões e anunciou o fechamento de 298 lojas. Uma rodada de cerca de 3 mil demissões foi suspensa nesta semana pela Justiça do Trabalho, que determinou negociação prévia com os sindicatos.
Tarcísio também explorou o impacto da crise sobre os funcionários da varejista. “Tem gente perdendo emprego que estava na empresa havia 20 anos. É essa a situação do nosso Brasil hoje e a gente precisa resgatar a esperança”, afirmou.
A varejista já havia virado peça da estratégia eleitoral de Flávio. Na quarta-feira (19), o candidato à Presidência gravou material de campanha diante de uma loja fechada da Casas Bahia, em Brasília, associando as dificuldades do setor aos juros elevados e à condução da economia pelo governo Lula.







