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A última vez que a Casas Bahia (BHIA3) registrou lucro

Empresa caminha para o sexto ano sem fechar as contas no azul e não tem prazo concreto para melhora

Bruno AndradePor Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 14h40 | Atualizado em 18 ago 2026, 14h44
A última vez que a Casas Bahia (BHIA3) registrou lucro Priorizar nos meus resultados Google

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) não registra lucro anual desde 2020, mostram os balanços da empresa consultados por Veja Negócios nesta terça-feira, 18. Ontem, a companhia pediu recuperação judicial com 17,3 bilhões de reais em dividas.

Em 2020, o Grupo Casas Bahia registrou lucro líquido de 1 bilhão de reais. No entanto, a companhia não conseguiu fechar nenhum ano no azul desde então. Em 2021, a companhia teve prejuízo de 297 milhões de reais.

Em 2022, o prejuízo foi de 342 milhões de reais. Já em 2023, o prejuízo subiu para 2,6 bilhões de reais. No ano de 2024, o prejuízo chegou a 1 bilhão de reais, enquanto o prejuízo de 2025 foi de 3 bilhões de reais. No primeiro semestre de 2026, a empresa acumula prejuízo de 11 bilhões de reais.

Com a empresa apresentando prejuízo por seis anos e sem previsão para retornar ao lucro, a varejista passou a queimar caixa de forma desenfreada e protocolou seu pedido de recuperação judicial com 17,3 bilhões de reais em dívidas.

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Para quais bancos o Grupo Casas Bahia deve?

Segundo apuração do Radar Econômico, o Bradesco é o grupo financeiro com a maior exposição entre os credores da recuperação judicial da Casas Bahia. Somados os créditos registrados diretamente em nome do banco e os atribuídos ao Banco Digio, controlado pelo Bradesco, são 4,78 bilhões de reais a receber do grupo varejista.

O maior credor individual da relação é justamente o Digio, com 3,28 bilhões de reais. O Bradesco aparece separadamente com outros 1,50 bilhão de reais. A exposição conjunta corresponde a cerca de 36% dos R$ 13,3 bilhões em créditos financeiros incluídos na lista apresentada no processo.

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O Banco do Brasil vem em seguida, com 2,99 bilhões de reais. Considerados Bradesco, Digio e BB, os dois grupos bancários concentram aproximadamente 7,77 bilhões de reais, ou 58,4% de toda a dívida financeira relacionada pela Casas Bahia.

A lista mostra ainda uma presença relevante de fundos e veículos de crédito. O IBCB-AF01 FIDC aparece com 1,09 bilhão de reais, seguido por Intra, com 928,1 milhões de reais, Riza Agronegócio, com 803,8 milhões de reais, Red Asset, com R$ 708 milhões, e Oliveira Trust, com 568,2 milhões de reais.

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