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Mesmo com evento cancelado, EUA mantêm data para assinar acordo com China

Previsão era de que tratado fosse concluído na cúpula da Apec; governo do Chile desistiu de sediar reunião devido a onda de protestos que toma conta do país

Por Redação Atualizado em 30 out 2019, 15h39 - Publicado em 30 out 2019, 14h37

O governo Donald Trump ainda espera assinar um acordo comercial inicial com a China no próximo mês, informou a Casa Branca nesta quarta-feira, 30. As autoridades esperavam finalizar o pacto em novembro apesar do cancelamento  cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) pelo governo chileno.

Segundo a Casa Branca, a reunião da Apec ainda não tem local alternativo para sua realização, marcada para 11 a 17 de novembro. Trump e Xi Jinping, presidente chinês, deveriam assinar a primeira parte do acordo no encontro. 

“Estamos ansiosos para finalizar a fase um do histórico acordo comercial com a China dentro do mesmo período de tempo”, afirmou o governo americano.  A assinatura do acordo comercial pode dar fim a 16 meses de disputas tarifárias entre os países, que causaram temor de desaceleração global em mercados mundiais.

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    Cancelamento

    O governo chileno anunciou nesta quarta-feira, 30, que o país não será mais sede da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25) e do fórum da Apec  devido aos protestos que abalam o país há 13 dias.

    “Baseamos nossa decisão em um sábio princípio de bom senso: quando um pai tem problemas, sempre tem que privilegiar sua família em detrimento de outras opções. Como uma presidente, que sempre tem que colocar seus próprios compatriotas acima de qualquer outra consideração”, explicou o presidente do país, Sebastian Piñera.

    A cúpula da Apec estava programada para reunir vinte líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em 16 e 17 de novembro. A COP-25 previa atividades entre 2 e 13 de dezembro. A Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas estava prevista para acontecer inicialmente no Brasil, mas o governo decidiu não sediar o evento. O presidente Jair Bolsonaro alegou que o “custo de mais de 500 milhões de reais” e a possibilidade de haver “constrangimento do governo” motivaram a desistência. Após a mudança, o Chile se tornou o novo anfitrião.

    (Com Reuters)

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