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Carros têm maior influência em recuo do IPC-S de junho

Por Wladimir D’Andrade Beatriz Bulla

São Paulo – Automóveis novos e usados fecharam o mês passado como os itens de maior influência de baixa no Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de junho, divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pela quarta semana consecutiva, ambos os itens foram os maiores responsáveis pela desaceleração da taxa de inflação, para 0,11% nesta leitura.

Os preços dos automóveis novos passaram de uma queda de 4,26% registrada na terceira quadrissemana de junho para um recuo de 3,96% na leitura divulgada nesta segunda-feira, enquanto os dos usados ampliaram a redução de 2,48% para 2,74% no mesmo período.

Também contribuíram para a desaceleração do IPC-S em junho – 0,11% ante 0,52% em maio e ante 0,16% na quadrissemana encerrada no último dia 22 – tarifa de eletricidade residencial (de -0,46% na terceira quadrissemana para -0,84% no fechamento do mês passado), computador e periféricos (de -1,95% para -1,97%) e etanol (de -0,69% para -1,26%).

A lista dos itens que exerceram as maiores pressões de alta continuou sendo encabeçada pela tarifa de ônibus urbano e pelas refeições em bares e restaurantes no IPC-S de junho. A primeira teve alta de 1,94%, ante 1,32% na terceira quadrissemana do mês. Com relação à alimentação em bares e restaurantes, o aumento foi de 0,48%, ante alta de 0,59% na mesma base de comparação.

O principal destaque da quarta quadrissemana de junho partiu do grupo Despesas Diversas, que deem 1,48% na terceira quadrissemana do mês passou para 0,48%. Nesta classe de despesas, o cigarro diminuiu sua pressão de alta ao variar de 3,15% para 0,51% no período.

Também houve desaceleração nos grupos Habitação (de 0,13% para 0,06%), Vestuário (de 0,22% para 0,06%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,53% para 0,38%).

O grupo Transportes reduziu a queda na quarta quadrissemana do mês passado, ante a anterior, de -0,81% para -0,73%. Já no grupo Educação, Leitura e Recreação, os preços caíram mais (de -0,06% para -0,10%).

Alimentação registrou aceleração de preços (de 0,67% para 0,74%) e Comunicação deixou o campo negativo (de -0,02% para 0,00%).