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Carrefour cogita abertura de capital no Brasil

Companhia vê IPO como ferramenta de financiamento para expandir seus negócios no país

Por Da Redação 16 jan 2014, 14h38

O grupo varejista francês Carrefour estuda a possibilidade de lançar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações de sua subsidiária brasileira para financiar planos de expansão no Brasil, país para o qual a empresa tem uma perspectiva positiva.

“Vamos crescer no Brasil e um IPO é um dos itens que temos em nossa caixa de ferramentas para financiar a expansão nos próximos anos”, disse o diretor financeiro do Carrefour, Pierre-Jean Sivignon, durante teleconferência com analistas para comentar o desempenho de vendas da varejista no quarto trimestre do ano passado. Sivignon não especificou outras possíveis alternativas de financiamento ou a fatia da subsidiária brasileira que o Carrefour ofereceria no mercado.

O Brasil é o segundo maior mercado do Carrefour e a empresa planeja continuar crescendo no país, principalmente por meio da abertura de novas lojas do Atacadão, afirmou o executivo.

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Vendas – As vendas mundiais do Carrefour somaram 22,2 bilhões de euros (30,2 bilhões de dólares) entre outubro e dezembro de 2013, abaixo dos 22,85 bilhões de euros em igual período do ano anterior, como resultado da desvalorização das moedas brasileira e argentina. Por outro lado, as vendas orgânicas, que desconsideram oscilações cambiais e vendas de gasolina, avançaram 3,2% na mesma comparação.

As vendas da filial brasileira ficaram abaixo da média das demais filiais na América Latina. De acordo com o Relatório de vendas da companhia divulgado nesta quinta-feira, o movimento nas lojas no Brasil cresceu 5,6% no conceito de mesmas lojas (abertas há mais de um ano) no quarto trimestre de 2013, bem abaixo da expansão de 11,9% registrada no resultado total da América Latina. O Carrefour relaciona o resultado com a desaceleração da inflação das commodities, mas aponta o desempenho dos hipermercados e das lojas “Atacadão” no país como destaques positivos.

Na América Latina, o grande destaque positivo foi a Argentina, cujas vendas saltaram 29,7% no conceito de mesmas lojas. Entre as demais subsidiárias, o movimento caiu 0,7% na Europa (excluída a sede da empresa na França) e houve expansão de 1,3% na Ásia no mesmo conceito de mesmas lojas.

Nesta quinta-feira, as ações do Carrefour fecharam em queda de 3.71% na Bolsa de Paris, a 27,25 euros.

(com Estadão Conteúdo)

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