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Captação em euros terá impacto de US$ 5 bi na dívida da Petrobras

O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que a estatal fará ao menos uma nova captação no mercado este ano

Por Da Redação 15 jan 2014, 21h28

O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse nesta quarta-feira que a captação de quase 3,8 bilhões de euros, anunciada pela estatal na semana passada, terá um impacto de 5 bilhões de dólares no endividamento bruto da empresa,

O diretor disse ainda que a estatal fará pelo menos mais uma captação no mercado externo neste ano, em dólar, e não voltará mais ao mercado europeu em 2014. A empresa não descarta buscar recursos também em outros países, como China, Japão e Canadá, caso haja condições de mercado favoráveis. Mas, de acordo com o executivo, esses mercados alternativos não se mostraram interessantes para a companhia até o momento.

A Petrobras fechou na terça-feira, uma captação equivalente a quase 3,8 bilhões de euros a maior já feita na Europa por uma companhia de país emergente. A demanda de investidores foi quase três vezes superior ao montante captado, com o equivalente a 15 bilhões de dólares de oferta. Para Barbassa, foi uma prova de confiança na empresa e que se opõe ao pessimismo do mercado com as ações da companhia.

“Ficamos muito felizes com o resultado, a demanda foi extraordinária, o volume foi melhor do que estávamos almejando, o que contradiz um certo pessimismo que existe”, disse, sobre a petroleira, e posteriormente estendendo o comentário a outras empresas brasileiras que precisam se financiar no mercado.

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Foram registradas 1.300 ordens de compra, com as mais relevantes partindo de Inglaterra (23,5%), Alemanha (18,3%), Suíça (15,6%) e França (9%).

Barbassa reconhece a preocupação do mercado com o endividamento, mas falou que o efeito da captação não tem impacto significativo nas contas da petroleira. “As captações estão previstas no plano de negócios (referente ao período 2013-2017), não é novidade para ninguém. É um recurso que tem um destino muito positivo para a empresa, que ajudará a capacidade produtiva”, comentou. O plano de negócios da empresa prevê uma captação bruta de 12,3 bilhões de dólares por ano, em média. Em 2014, as captações devem ficar em um valor alto (em 2013, foram quase 20 bilhões de dólares).

Sem entrar em detalhes, Barbassa disse que nos últimos anos deste plano de negócios em vigor as captações “serão bem menores, necessárias apenas para eventuais amortizações e administração” de carteira. “Os primeiros anos são os que vamos precisar de mais (recursos). Nos últimos, vamos pagar dívida”, disse.

Barbassa não quis comentar rumores sobre um suposto empréstimo bilionário da companhia com o banco de desenvolvimento chinês China Development Bank. Disse apenas que a Petrobras conversa com todos os grandes bancos do mundo. “Não comentamos operações bilaterais”, falou.

(com Estadão Conteúdo)

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