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Captação da poupança até outubro já supera o total de 2012

Aplicação registrou saldo positivo de 4,512 bilhões de reais no mês passado — o resultado mais elevado para o mês, segundo a série histórica

Por Da Redação 6 nov 2013, 15h55

A caderneta de poupança registrou captação líquida de 4,512 bilhões de reais no mês de outubro, informou o Banco Central nesta quarta-feira. O resultado é o mais elevado para o mês da série histórica, iniciada em 1995. Até o dia 30 de outubro, o saldo líquido da poupança não chegava a 2 bilhões de reais. Apenas no dia 31 ingressaram na aplicação 2,519 bilhões, ou 79% do saldo total. Em outubro, os depósitos somaram 125,8 bilhões de reais, enquanto os saques totalizaram 121,3 bilhões. Em setembro deste ano, a captação foi positiva em 6,696 bilhões. Em outubro do ano passado, a entrada superou a saída de recursos em 3,242 bilhões de reais.

O resultado dos primeiros dez meses de 2013 já ultrapassou a marca de 49,720 bilhões de reais visto em todo o ano de 2012. De janeiro a outubro, os depósitos na caderneta superaram os saques em 53,459 bilhões. No acumulado dos dez primeiros meses de 2012, a captação ficou positiva em 36,428 bilhões. De janeiro a outubro deste ano, os depósitos somaram 1,166 trilhão de reais e os saques, 1,112 trilhão. Com os dados de outubro, o saldo da poupança este ano, já considerando os rendimentos, está em 574,250 bilhões de reais.

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Tradicionalmente, outubro não é um mês forte de arrecadação de fundos para a poupança. Segundo especialistas, um dos fatores que explicam o movimento mais fraco de outubro em relação aos demais meses do segundo semestre é o de que já foi dado o adiantamento do pagamento do 13º salário a aposentados em agosto e setembro (quando os saldos foram recordes), e ainda não começou a ser debitado o benefício para os demais trabalhadores e pensionistas, o que ocorre nos meses de novembro e dezembro.

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Historicamente, dezembro é sempre um mês forte de captação de poupança. Ela segue como importante investimento entre os brasileiros, mesmo com as mudanças na remuneração da aplicação que diminuíram o rendimento da caderneta dos depósitos feitos entre maio do ano passado e agosto deste ano. Pela nova forma de remuneração, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa está em 9,5% ao ano. Quando ela sobe a partir de 8,75% ao ano, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

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(com Estadão Conteúdo)

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